Macron favorável a novas sanções contra a Rússia

O Presidente francês adianta que o país estará "em concertação com os parceiros europeus, especialmente a Alemanha", para decretar novas sanções e medidas individuais sobre "o carvão e o petróleo".

O Presidente francês mostrou-se esta segunda-feira favorável a que a União Europeia (UE) decrete novas sanções contra a Rússia, nomeadamente sobre o carvão e o petróleo, depois da descoberta de centenas de corpos civis na região de Kiev.

"O que aconteceu em Bucha impõe um novo conjunto de sanções e medidas muito claras", disse Emmanuel Mácron à rádio France Inter.

"Portanto, estaremos em concertação com os nossos parceiros europeus, especialmente a Alemanha", acrescentou o Presidente francês, referindo-se a uma possível imposição de sanções e medidas individuais sobre "o carvão e o petróleo".

Referindo-se aos últimos acontecimentos na Ucrânia, nomeadamente na região de Kiev e em Mariupol, Mácron disse: "é preciso enviar um sinal de que é a nossa dignidade coletiva e os nossos valores que estamos a defender",

O presidente francês mostrou-se "extremamente chocado" com "as cenas insuportáveis" em Bucha, adiantando que devem ser condenadas "fortemente".

"Há hoje indícios muito claros de crimes de guerra" e "está praticamente estabelecido que era o exército russo" que estava nesta pequena cidade, onde os civis foram massacrados, sublinhou.

O Presidente francês afirmou que o seu país vai ajudar as autoridades ucranianas na investigação do que aconteceu em Bucha.

"A justiça internacional tem de agir. Aqueles que estiveram na origem desses crimes terão que responder por isso" porque "não haverá paz sem justiça", segundo Mácron.

O número total de mortos ainda é incerto. Segundo a Procuradora-Geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, os corpos sem vida de 410 civis foram encontrados nos territórios da região de Kiev recentemente recapturados das tropas russas.

A Rússia nega que qualquer irregularidade tenha sido cometida na área.

A ameaça de embargo ao petróleo e carvão russos, além do aumento da tensão económica entre a União Europeia e Moscovo, representa um desafio para o abastecimento energético dos próprios europeus.

Macron, de qualquer forma, não disse que iria parar de comprar gás russo. A UE é particularmente dependente do gás russo, especialmente da Alemanha e de alguns países do flanco oriental. Uma interrupção no seu fornecimento pode criar um sério problema na substituição do gás por outras fontes para o próximo inverno.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.325 civis, incluindo 120 crianças, e feriu 2.017, entre os quais 168 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,2 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

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