Macron orgulhoso pela Nova Caledónia continuar francesa após "não" à independência em referendo

De acordo com os resultados oficiais, 96,49% dos eleitores manifestaram-se contra a independência do arquipélago situado no Pacífico Sul.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou este domingo "orgulho" por a Nova Caledónia decidir continuar a ser francesa, após um terceiro referendo, e pediu que se abra "uma nova fase de diálogo" com este arquipélago do Pacífico.

"Os caledónios optaram por permanecer franceses, livremente. Para toda a nação, é um orgulho e um reconhecimento", disse Macron, num discurso na televisão, minutos após serem divulgados os resultados finais do terceiro referendo.

De acordo com os resultados oficiais, 96,49% dos eleitores manifestaram-se contra a independência do arquipélago situado no Pacífico Sul, contra 3,51% defensores do 'sim".

A abstenção rondou os 66%, depois de os boicotes às urnas pelos independentistas, que alegaram a impossibilidade de organizar "uma campanha justa" devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 no território, e apelaram para que o resultado da consulta não seja reconhecido.

Esta consulta põe fim ao processo de descolonização iniciado há 30 anos e que previa três referendos.

No entanto, o Governo francês garantiu que manterá abertas as portas para a autodeterminação desta colónia, assim reconhecida pela França e pela ONU, localizada a 37.000 quilómetros da metrópole e 3.000 a leste da Austrália.

Macron reconheceu que a população do arquipélago "continua dividida", como demonstram os resultados dos três referendos, e garantiu que vai abrir um novo diálogo com todas as forças políticas da ilha.

O Presidente francês indicou que vai trabalhar com as autoridades locais, que gerem todas as competências, exceto segurança, defesa, justiça e política externa.

Macron garantiu que a prioridade é reduzir as desigualdades, melhorar a economia do arquipélago, que está muito dependente das suas reservas de níquel, criar um modelo de crescimento "respeitador da natureza", melhorar a situação das mulheres e preservar a Nova Caledónia das "fortes atuais tensões" na região, marcada pelas ambições chinesas.

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