Mais de 100 migrantes saltam fronteira de Melilla. Há pelo menos seis feridos

As cidades de Melilla e Ceuta servem de trampolim para tentar chegar à Europa para muitos migrantes que fogem da pobreza ou da violência em África.

As autoridades de Melilla revelaram que 119 homens africanos de um grupo de mais de 200 conseguiram entrar, esta segunda-feira, na cidade autónoma espanhola, depois de saltarem a cerca dupla que separa o enclave de Marrocos.

Segundo fonte da delegação local do Governo espanhol citada pelas agências internacionais, pelo menos cinco elementos da Guarda Civil (correspondente à GNR) e um dos migrantes foram feridos durante a tentativa de travessia, esta madrugada.

O responsável, que pediu para não ser identificado, disse que os restantes migrantes foram detidos pela polícia no lado marroquino da fronteira.

A fonte informou que os migrantes são todos homens de países da África Subsaariana e que aqueles que conseguiram entrar em Melilla estão a fazer testes de Covid-19 no centro de acolhimento de migrantes e serão colocados em quarentena.

Melilla e a vizinha cidade também autónoma de Ceuta são locais que servem como trampolim para tentarem chegar à Europa por muitos cidadãos que fogem da pobreza ou da violência em África.

Milhares destes migrantes, incluindo centenas de crianças não acompanhadas, chegaram a Ceuta em meados de maio, no meio de uma disputa diplomática entre Espanha e Marrocos sobre o futuro do Saara Ocidental, uma ex-colónia espanhola anexada por Rabat nos anos 70 do século passado.

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