Dezenas de pessoas detidas durante protestos na Rússia contra a guerra

Os protestos ocorrem em cerca de 30 cidades por toda a Federação Russa, de Vladivostok (no extremo-oriente) a Sochi (no Sul).

Mais de duas dezenas de pessoas foram detidas este sábado em Moscovo e São Petersburgo durante protestos contra a ofensiva russa na Ucrânia, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

A polícia russa deteve mais de 20 pessoas num parque de Moscovo durante um protesto contra a ofensiva russa na Ucrânia, de acordo com um jornalista da AFP.

Em Moscovo, o protesto estava marcado para as 12h00 (hora de Lisboa), no Parque Zaryadye, muito próximo do Kremlin. A polícia começou rapidamente a deter pessoas sentadas nos bancos do parque, durante uma tempestade de neve.

"Não à guerra na Ucrânia!", gritou uma jovem que foi detida pela polícia.

Mais de 30 carrinhas da polícia foram posicionadas em redor do parque e perto dos muros do Kremlin, segundo o jornalista da AFP.

A manifestação contra a 'operação militar' russa na Ucrânia foi anunciada nas redes sociais por ativistas contrários à ofensiva russa e está a ocorrer em cerca de 30 cidades em toda a Rússia, de Vladivostok (extremo-oriente) a Sochi (sul).

Os organizadores também disseram, num comunicado, que pretendiam protestar contra "o colapso da economia russa, contra (o Presidente russo, Vladimir) Putin" e pela libertação do opositor Alexei Navalny, que está preso na Rússia.

"A Rússia merece paz, democracia e prosperidade", escreveram.

Em São Petersburgo, cerca de 40 pessoas estiveram presentes no local designado para a manifestação no centro da cidade, sem que seja possível dizer se eram manifestantes, segundo um jornalista da AFP.

Cerca de 25 pessoas foram detidas neste local de São Petersburgo, de acordo com o jornalista.

"Vim apenas para estar em pé. Para expressar de alguma forma o meu protesto contra o que está a acontecer", disse Galina Sedova, 50 anos, à AFP, admitindo ter "medo de protestar ativamente".

Violando a proibição de manifestações imposta pelas autoridades russas, pacifistas reúnem-se de tempos em tempos na Rússia para denunciar a guerra na Ucrânia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1276 civis, incluindo 115 crianças, e feriu 1981, entre os quais 160 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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