Mais de 2400 voos cancelados em todo o mundo. Pilotos e tripulações em isolamento

China, Indonésia e Estados Unidos da América são os países mais afetados, mas também em Portugal há perturbações.

Mais de 2.400 voos foram cancelados por companhias aéreas de todo o mundo devido à variante Ómicron, da Covid-19, que perturbou viagens após pilotos terem ficado doentes ou em isolamento. No fim de semana do Natal já tinham sido cancelados 8.000 voos, sendo esperados 800 na próxima terça-feira.

Segundo o mais recente balanço do portal Flightaware, datado das 15h30 de Lisboa, as perturbações ocorreram principalmente na China, Indonésia e Estados Unidos da América. Também em Portugal há perturbações, com mais de 40 voos cancelados - a maioria em Lisboa, mas também no Porto, na Madeira e nos Açores -, a mioria operados pela TAP Air Portugal .

O portal estimava 80.000 voos comerciais diários em todo o mundo antes da onda de cancelamentos que se iniciou na sexta-feira.

Pilotos, assistentes de bordo e outros funcionários tiveram de ser colocados em isolamento após terem sido expostos à Covid-19, levando companhias aéreas como a Lufthansa, SAS, Delta, United Airlines e Alaska Airlines a cancelarem voos.

As companhias aéreas China Eastern e Air China cancelaram, respetivamente, 418 voos (20% do seu plano de voo) e 196 voos (17% das partidas), segundo a mesma fonte.

As indonésias Lion Air e Batik Air cancelaram 23% e 28% dos seus planos de voo.

Também as norte-americanas SkyWest, United, Alaska Airlines e American Airlines cancelaram dezenas de voos.

Além da Covid-19, alguns dos cancelamentos também podem atribuídos a condições meteorológicas, encerramento de fronteiras ou imperativos comerciais, segundo a agência France-Presse (AFP).

Questionada pela TSF, a TAP Air Portugal, companhia com maior número de voos cancelados em território nacional, adianta que "tem estado a ajustar a operação para fazer face a um pico de baixas de tripulantes (maioritariamente devido ao Covid), que já levou ao cancelamento de alguns voos". Segundo a companhia aérea, os passageiros afetados estão "a ser acomodados noutros voos da companhia ou de companhias parceiras".

Segundo os dados disponíveis no 'site' da ANA, no que se refere ao aeroporto de Lisboa, contabilizam-se, esta segunda-feira, 12 voos cancelados nas chegadas, 10 dos quais da TAP, e 12 nas partidas, 11 da transportadora aérea portuguesa.

Este domingo, verificaram-se nove voos cancelados nas chegadas, oito da TAP e um da Orbest, e 11 nas partidas, todos da TAP, enquanto no sábado já tinham sido registados nove voos cancelados nas partidas do Aeroporto Humberto Delgado, sete dos quais da TAP, e 10 nas chegadas, oito da TAP.

Na sexta-feira, foram cancelados nove voos nas chegadas e 10 nas partidas. Do total, 17 pertenciam à TAP e os restantes à Transavia.

No que diz respeito ao Aeroporto do Porto, somam-se, esta segunda-feira, nove voos cancelados, sete da TAP e dois da EasyJet Europe, mais quatro da TAP nas partidas. Este domingo, no aeroporto do Porto, já tinham sido cancelados dois voos nas chegadas e outros dois nas partidas, envolvendo as companhias TAP e Wizz Air Hungary.

Neste aeroporto totalizaram-se, na sexta-feira, cinco voos cancelados nas chegadas e dois nas partidas, enquanto no sábado verificaram-se mais três cancelados nas chegadas e dois nas partidas. Ainda neste aeroporto, a maioria dos voos cancelados, entre sexta e sábado, pertenciam à companhia Wizz Air, seguida pela TAP.

Segundo os dados disponíveis do 'site' da ANA, não foram registados cancelamentos no Aeroporto de Faro na sexta-feira, sábado e esta segunda-feira. No domingo também não se constataram cancelamentos nas chegadas, mas houve um da TAP nas partidas.

A Covid-19 provocou mais de 5,39 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.874 pessoas e foram contabilizados 1.279.785 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

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Notícia atualizada às 16h06

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