Fronteira dos EUA. Mais de 500 crianças separadas dos pais não voltaram a ver a família

Tribunal ordenou que famílias separadas pela fossem reunidas, mas há centenas de pais que terão sido deportados e não conseguem ser localizados.

Estão por localizar os pais de 545 crianças migrantes que foram separadas das famílias no controlo de fronteiras dos Estados Unidos da América. A denúncia é feita pela União Americana pelas Liberdades Civis, uma organização não-governamental norte-americana para os direitos humanos.

As famílias em causa foram separadas na sequência da política de "tolerância zero" do Presidente Donald Trump em relação à entrada de migrantes ilegais nos Estados Unidos.

A medida posta em prática pela administração Trump tornou-se, na altura, alvo de uma forte onda de contestação a nível nacional e internacional, obrigando o Presidente norte-americano, pouco depois, a vir reformular a norma, estabelecendo que o Estado passaria a separar as famílias no caso de os pais serem considerados capazes de "pôr em risco" as crianças.

Uma ordem de um tribunal norte-americano, emitida em 2018, viria depois ordenar a que as famílias de migrantes que tinham sido separadas fossem reunidas. No entanto, a situação ainda está longe de ser resolvida, uma vez que as autoridades não conseguiram localizar centenas de pais que foram separados dos filhos.

"Reportámos ao tribunal que não se conseguem encontrar os pais de 545 crianças - separadas à força pela cruel prática de separação de famílias da administração Trump", anunciou a União Americana pelas Liberdades Civis, na sua página de Twitter.

"É imperativo descobrir o máximo possível sobre quem foram os responsáveis por esta prática horrível e não esquecer que centenas de famílias ainda não foram encontradas e permanecem separadas", defendeu Lee Gelernt, da União Americana pelas Liberdades Civis, em declarações a NBC

De acordo com documentos judiciais divulgados pela CNN, cerca de dois terços dos pais que não foram encontrados terão sido deportados.

A pandemia de Covid-19 levou, temporariamente, à suspensão das buscas pelos pais desaparecidos destas crianças, mas algumas já foram, entretanto, retomadas.

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