Mais de mil pessoas detidas em Moscovo por participarem em protesto não autorizado

Manifestação foi convocada pela oposição extraparlamentar para exigir o registo dos seus candidatos às eleições municipais que vão realizar-se em setembro.

* Notícia atualizada às 20h44 com novos dados sobre o número de detidos

Mais de mil pessoas que participam este sábado na manifestação não autorizada da oposição russa contra a exclusão de candidatos nas eleições locais de 8 setembro foram detidas pela polícia moscovita.

A polícia de choque decidiu também criar uma barreira de defesa para impedir que os manifestantes se aproximem da prefeitura, localizada na avenida Tverskaya, na zona central da cidade.

Devido ao forte aparto policial, o acesso à zona onde decorre a manifestação também foi cortado para evitar que mais pessoas se juntem a este protesto

Esta manifestação foi convocada pela oposição extraparlamentar para exigir o registo dos seus candidatos às eleições municipais que vão realizar-se em setembro, tendo a polícia moscovita advertido na sexta-feira que pretendia utilizar todos os meios para impedir o protesto, não autorizado.

O destacado líder da oposição Alexei Navalny foi detido esta semana para evitar que pudesse liderar o protesto, e deverá cumprir 30 dias de prisão.

A comissão eleitoral moscovita recusou o registo de 57 candidatos, onde se incluem alguns dos principais dirigentes da oposição, que acusa as autoridades de manipular milhares de assinaturas recolhidas nas últimas semanas pelos candidatos e transcrevê-las incorretamente no registo eletrónico.

O Comité de Direitos Humanos, dependente do Kremlin, tomou posição favorável à oposição e apelou à comissão eleitoral para registar "todos os candidatos" que recolheram o mínimo de assinaturas necessárias, porque o contrário significa ignorar "a vontade de milhares de eleitores".

A oposição russa encara as eleições municipais como um primeiro passo para tentar ter representação na Duma (câmara baixa do parlamento), nas próximas legislativas de 2021.

Em declarações à agência noticiosa Interfax, na sexta-feira, o porta-voz da polícia da capital russa assegurou que os organizadores da manifestação foram advertidos por escrito sobre a ilegalidade do protesto.

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