Mais de metade dos ingleses quer que Boris Johnson se demita

O número é divulgado por uma sondagem realizada hoje pela televisão Sky News. É a primeira vez que as opiniões desfavoráveis ao primeiro-ministro são maioritárias.

56% dos eleitores disseram nesta sondagem que o primeiro-ministro não tem condições para continuar no cargo. 27% querem que ele permaneça em Downing Street e 17% não expressaram uma opinião.

O valor da sondagem é justificado com o facto de se ter sabido, esta terça-feira, que Johnson participou numa festa em maio de 2020, quando os ingleses estavam totalmente proibidos de sair de casa. Até agora, são conhecidos pelo menos cinco convívios que tiveram lugar na residência oficial do primeiro-ministro desde o início da pandemia.

Hoje é a festa de maio que está a causar grande polémica por causa da presença do chefe de governo e do convite enviado a cerca de uma centena de pessoas. O email partiu do secretário particular do primeiro ministro, era confidencial e dizia às pessoas para levarem as próprias bebidas.

Diversas testemunhas, ouvidas pela BBC, pelo jornal The Guardian e outros orgãos de informação, que estiveram na festa e confirmam que cerca de 30 a 40 pessoas participaram entre elas Johnson e a então namorada.

A primeira ministra da Escócia foi a primeira a pedir que Johnson se demita. Nicola Sturgeon diz que o povo está farto do comportamento de Downing Street em relação à pandemia.

O líder da oposição pediu a Johnson para que deixe de mentir e seja honesto com os britânicos. Keir Starmer escreveu no Twitter que não só o chefe de governo sabia da festa como participou nela.

Diversos conservadores que não quiseram ser identificados disseram aos jornalistas britânicos que a situação é indefensável e dificilmente se tornará pior.

A presidente do parlamento deu autorização para que ao inicio da tarde se realizasse uma sessão de perguntas ao governo sobre este caso, mas Boris Johnson não apareceu. O ministro Michael Ellis foi o escolhido para responder em nome do executivo.

Ele explicou que o primeiro-ministro só vai falar quando a comissão, nomeada para investigar o que aconteceu, terminar os trabalhos. Michael Ellis acrescentou que se a investigação provar que houve comportamento incorrectos serão tomadas medidas disciplinares. Se for concluído que a lei não foi respeitada então o caso será entregue
à policia.

Questionado sobre se o primeiro-ministro se demite caso fico provado que não respeitou as regras, Ellis disse que Johnson não vai a lado nenhum.

A líder parlamentar trabalhista lembrou, ao ministro, que Boris Johnson pode fugir mas não se pode esconder das acusações. Angela Rayner acrescentou que a ausência do chefe de governo é muito esclarecedora.

O líder do partido nacional escocês apelou aos deputados conservadores para afastarem o primeiro-ministro, como tentaram fazer, por diversas vezes com Theresa May.

Quanto chegou a vez do partido unionista democrático da Irlanda do Norte, o líder lembrou os milhares que morreram no território e não conseguiu conter as lágrimas quando mencionou que a sogra era uma das vítimas da pandemia e morreu sozinha por causa do confinamento.

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