Mais sete autocarros com soldados da fábrica Azovstal deixam Mariupol

Esta segunda-feira, outros 265 militares ucranianos que se renderam tinham sido retirados do complexo.

Sete autocarros que transportavam soldados ucranianos saíram esta terça-feira do complexo de Azovstal, na cidade ucraniana de Mariupol. O comboio de veículos que transportava os militares rendidos foi escoltado pelas Forças Armadas russas.

Esta segunda-feira, 265 militares ucranianos retidos no complexo siderúrgico renderam-se aos separatistas pró-Rússia e foram feitos prisioneiros, anunciou o Ministério da Defesa russo.

"Nas últimas 24 horas, 265 militares renderam-se, incluindo 51 gravemente feridos", disse o Ministério da Defesa russo num comunicado. "Todos aqueles que precisavam de assistência médica foram enviados para o hospital de Novoazovsk", em território separatista pró-Rússia.

A vice-ministra da Defesa ucraniano, Ganna Malyar, anunciou que 264 combatentes ucranianos, incluindo 53 feridos, foram retirados da siderúrgica para localidades em território controlado por forças russas e pró-russas no leste da Ucrânia.

No entanto, Malyar declarou que os militares devem no futuro ser repatriados para território controlado pela Ucrânia, "como parte de um procedimento de troca" de prisioneiros.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou, num vídeo, que o mais importante era "salvar a vida" dos militares ucranianos.

"Quero enfatizar isso: a Ucrânia precisa dos seus heróis vivos. Este é o nosso princípio", acrescentou Zelensky, antes de o Estado-Maior do Exército da Ucrânia ter destacado a retirada dos combatentes feridos da Azovstal, afirmando que "os soldados resistiram" às forças militares russas tendo por isso cumprido a missão de combate.

"A guarnição de Mariupol cumpriu a missão de combate. O Alto Comando Militar ordenou aos comandantes das unidades estacionadas em Azovstal que salvassem a vida das pessoas" que permanecem no local, referia um comunicado publicado na rede social Facebook e citado pelas agências locais.

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