Marcelo fala em "momento de maior esperança" nas negociações de paz na Ucrânia

O Presidente da República frisou que as negociações são "um processo, que tem avanços e recuos", mas que espera que haja "sinais sérios" para chegar a um acordo.

O Presidente da República considerou, esta quarta-feira, que se está a viver o "momento de maior esperança" nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, apelando a que se traduza em "sinais sérios" e não "jogadas ou manobras de diversão".

"Já há alguns dias tenho vido a dizer, cuidadosamente, que há sinais de avanços para aquilo que é fundamental: a paz. Têm que ser sinais sérios, não podem ser jogadas ou manobras de diversão, a ganhar tempo, em termos de domínio do território", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República falava aos jornalistas durante uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre entre esta quarta-feira e o próximo domingo na Feira Internacional de Lisboa (FIL), tendo reagido às palavras do Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, que afirmou que há "alguma esperança de compromisso" nas negociações com a Ucrânia.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "tudo o que está a passar-se a uma velocidade aparentemente crescente, é positivo", salientando que as negociações são uma "corrida contra o tempo".

"Quanto mais depressa for possível chegar a um cessar-fogo, a negociações que sejam frutuosas, e a uma solução que seja duradoura, melhor: melhor para a Ucrânia, martirizada, melhor para a Rússia, melhor para a Europa e melhor para o mundo", disse.

O Presidente da República frisou que as negociações são "um processo, que tem avanços e recuos", considerando que se está a viver o "momento de maior esperança" desde o início da guerra na Ucrânia: "É bom que se concretiza essa esperança", acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre a iniciativa da Polónia -- que apelou, na terça-feira, a que a NATO envie uma "missão de paz" armada para a Ucrânia, com vista a prestar "ajuda humanitária e pacificadora" -, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou não querer "entrar em pormenores", considerando que "tudo o que se diga agora, dificulta, não facilita".

"O que tem de ser decidido, negociado, ajustado, é de forma discreta. Aquilo que se diz em público, é respeitável, mas acho que Portugal tem tomado uma posição muito sensata -- o senhor primeiro-ministro, o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros, o senhor ministro da Defesa Nacional, o Presidente da República - que é não falar para além de aquilo que é estritamente necessário", afirmou.

Marcelo considerou que "é melhor deixar seguir o curso cuidadoso dos acontecimentos", relembrando que a União Europeia são "27 países", a que acrescem ainda os aliados, tendo todos "muitas ideias" e "muitas iniciativas" diversas, "muitas delas boas".

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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