Anti-passe vacinal. Paris proíbe manifestações a partir de sexta-feira na capital

Inspirado no movimento iniciado no Canadá para protestar contra as restrições sanitárias, os "comboios da liberdade" foram proibidos, esta quinta-feira, em Paris, anunciou o procurador-geral da cidade. O movimento previa bloquear os eixos principais da capital francesa a partir de sexta-feira, 11 de fevereiro.

O procurador-geral de Paris anunciou esta quinta-feira a proibição dos "comboios da liberdade", inspirados pelo movimento lançado no Canadá para protestar contra as restrições sanitárias, que previam bloquear a capital francesa a partir de sexta-feira e durante o fim de semana.

"Vai ser aplicado um forte dispositivo de segurança para impedir o bloqueio dos eixos principais de Paris. Caso esta medida não seja aplicada, prevemos sanções: multas de 4500 euros, a apreensão do veículo ou ainda a suspensão durante três anos da carta de condução."

Aos organizadores da manifestação, as medidas são ainda mais severas: detenção de seis meses de prisão e/ou uma multa de 7500 euros, anunciou o procurador-geral de Paris, em comunicado.

Muitos manifestantes partiram na quarta-feira à noite de várias cidades, como Nice ou Perpignan. Preveem chegar sexta-feira à noite a Paris. "O frigorífico está cheio, não sabemos se vamos até Bruxelas. Sabemos quando saímos, mas nunca saímos quando estaremos de volta", descreve uma manifestante.

"Os comboios da liberdade" deveriam seguir até Bruxelas para uma "manifestação europeia" prevista para segunda-feira, 14 de fevereiro, numa semana em que decorre na capital belga a cimeira África-União Europeia.

"O contexto eleitoral torna este movimento muito delicado e cria um receio: Qualquer passo em falso, pode fazer tremer a campanha que parece bem lançada de Emmanuel Macron, ainda que ele ainda não se tenha declarado candidato", descreve o politólogo Emmanuel Riviere.

A candidata da União Nacional, Marine Le Pen, e Adrien Quatennens, da França Insubmissa, afirmam compreender os protestos. No entanto, a classe política permanece discreta quanto ao movimento, que lembra o movimento social dos coletes amarelos.

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* Atualizado às 12h15

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