Marta Temido defende "abordagem comum para a segurança" dos europeus

Ministra da Saúde considera que certificado para a Covid-19 será "um instrumento importante" para que os cidadãos dos 27 possam enfrentar "um mundo onde circula a doença"

A ministra da Saúde defende que, mais do que nunca, se impõe "uma abordagem comum para a segurança dos cidadãos europeus" e admite que o certificado para a Covid-19 possa incluir diversas informações sobre a situação de cada cidadão. Depois da reunião informal, por videoconferência, dos ministros dos estados-membros da UE responsáveis pela saúde, no âmbito da presidência portuguesa do conselho, esta tarde, Marta temido, garantiu, ainda assim, que se tratará de apenas mais "um instrumento" na resposta à doença.

"Claro que um dos aspetos que esse documento pode referir é o estado vacinal, mas poderá referir outras informações importantes, por exemplo quanto à circunstância de ter sido submetido a um teste e o resultado do teste e o resultado desse teste ou informação sobre se a pessoa já teve ou não Covid-19", explicou Marta Temido, em declarações aos jornalistas no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

A Comissão Europeia revelou, esta segunda-feira, que vai apresentar ainda este mês uma proposta legislativa para criar um certificado digital que permita que os cidadãos europeus possam retomar as viagens apesar da pandemia da Covid-19, que a ministra da Saúde considerou "um utensílio importante" para que os cidadãos dos estados-membros possam enfrentar "um mundo onde circula a doença".

Durante a conferência de imprensa, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, não quis para já adiantar informações sobre o projeto final da proposta, que será formalmente apresentada pelo executivo comunitário a 17 de março e levada à reunião do Conselho Europeu no dia 25.

A Comissão tem agora de apresentar um produto europeu que terá um conjunto de dados, "aspetos-chave", como (por exemplo) se está vacinado, resultado de testes, recuperação, prova de segurança respeite a legislação da proteção de dados. E, quando esse documento estiver elaborado de acordo com estes critérios, será submetido aos estados-membros no próximo Conselho Europeu", esclareceu, rematando que o objetivo é "organizar de forma segura a abertura da União".

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