Médicos sem Fronteiras acusam Europa de esquecer migrantes durante pandemia

A coordenadora dos Médicos sem Fronteiras diz que os Governos utilizam a Covid-19 para justificar a falta de ajuda humanitária.

Os Médicos sem Fronteiras acusam os Governos europeus de esquecerem a crise dos migrantes no mediterrâneo com a desculpa da pandemia. A organização não-governamental prepara-se para embarcar num novo navio da Sea Watch, e avisa que as condições de travessia dos migrantes do Norte de África para a Europa nunca foram tão más.

A coordenadora dos Médicos sem Fronteiras diz que esta é uma atitude política motivada. Hannah Wallace Bowman acusa os Governo europeus de camuflarem com a pandemia as falhas das políticas migratórias da União Europeia.

"O que verificamos é que os Governos europeus utilizam a Covid-19 para justificar as falhas nas ajudas e políticas migratórias", afirma.

Bowman lembra que estamos a falar de ajuda pública. "Existe muita conversa sobre políticas públicas de saúde e usa-se a emergência sanitária para bloquear ações de salvamento de vidas no mediterrâneo", acusa.

A tripulação do Sea Watch, que se prepara para uma nova missão, está isolada e de quarentena antes de ser testada à Covid-19.

A coordenadora dos Médicos sem Fronteiras admite que a tripulação está preparada para uma nova realidade. "Estamos juntos numa grande missão para salvar vidas. De momento, as pessoas ou são deixadas a morrer ou são intercetadas pela guarda costeira da Líbia".

Hannah Wallace Bowman lamenta que os migrantes regressem às condições de onde tentam fugir.

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