Membro local da OSCE morta durante bombardeamento a Kharkiv

"Condenamos veementemente a intensificação dos bombardeamentos em centros urbanos que estão a causar mortes e feridos civis", diz a OSCE.

Uma mulher ucraniana, membro da equipa local da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), morreu na terça-feira durante um bombardeamento a Kharkiv pelas forças russas, divulgou na quarta-feira aquele organismo.

"Maryna Fenina, membro local da missão de monitorização especial da OSCE para a Ucrânia, morreu num bombardeamento em Kharkiv ontem [terça-feira], quando estava a recolher mantimentos para a sua família na cidade que se tornou zona de guerra", revelou a organização no seu site na Internet.

A OSCE tinha determinado a saída de emergência da sua missão de observação na quinta-feira à noite, devido aos combates em andamento, na sequência da invasão russa da Ucrânia.

Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, no leste da Ucrânia, "e em outras cidades, mísseis, bombas e rockets atingiram prédios residenciais e centros urbanos, matando e ferindo civis inocentes - mulheres, homens e crianças", salientou Zbigniew Rau, chefe da diplomacia polaca e presidente em exercício da OSCE, e a secretária-geral da organização, Helga Maria Schmid.

"Condenamos veementemente a intensificação dos bombardeamentos em centros urbanos que estão a causar mortes e feridos civis. Reiteramos o nosso apelo à Federação Russa para que cesse imediatamente as hostilidades e se empenhe num diálogo significativo", acrescentaram.

Tropas aéreas russas foram mobilizadas para Kharkiv, na noite de terça para quarta-feira, e "atacaram um hospital local", segundo as Forças Armadas ucranianas.

Pelo menos quatro pessoas morreram e nove ficaram feridas em bombardeamentos contra a sede dos serviços de segurança e uma universidade.

Esta metrópole já tinha sido bombardeada na terça-feira, causando a morte a 21 pessoas, segundo o governador regional.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já se manifestou "preocupada" com relatos de ataques a hospitais e alvos de saúde.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 100 mil deslocados e pelo menos 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a "operação militar especial" na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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