Metade dos casos positivos de Covid-19 no Reino Unido são assintomáticos

Os números aumentam os receios de que milhares de pessoas possam estar a contribuir para a disseminação do vírus. País prepara-se para atingir imunidade de grupo já na segunda-feira.

O Instituto Nacional de Estatística do Reino Unido revelou, esta quinta-feira, que mais de metade dos casos positivos de Covid-19, em março, eram assintomáticos. Os números aumentam os receios de que milhares de pessoas possam estar a contribuir para a disseminação do vírus.

Os dados mostram que 53% das pessoas que testaram positivo não apresentavam qualquer sintoma e uma minoria apresentava sintomas ligeiros: fadiga, dor de cabeça e tosse.

O Governo britânico prepara-se para começar a enviar para casa dos cidadãos dois testes rápidos gratuitos, todas as semanas. Além disso, no país, mais de 10% dos adultos já está totalmente vacinado e 60% já tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Ao todo, já foram administradas mais de 37 milhões de doses.

O país da Europa mais avançado na vacinação pode atingir a tão desejada imunidade de grupo já no dia 12 de abril, segundo a estimativa da Universidade College of London. Nesse dia, prevê-se que 73,4% da população esteja protegida contra a Covid-19 - ou por ação da vacina ou pela superação da doença.

É precisamente na segunda-feira que o país avança para a próxima fase do desconfinamento, com abertura de esplanadas, comércio não essencial, ginásios e cabeleireiros.

O Reino Unido registou 53 mortes e 3.030 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, divulgou o Governo britânico, tendo também confirmado uma queda nas taxas de prevalência do vírus em Inglaterra.

No relatório mais recente, publicado esta quinta-feira, a Direção-Geral da Saúde de Inglaterra (Public Health England) disse que os contágios caíram em todas as faixas etárias, sendo mais altos no grupo dos 10 aos 19 anos, com uma taxa de 54,3 casos por 100.000 habitantes.

Os níveis mais baixos de contágios continuam a ser na faixa entre os 70 e os 79 anos, composta por pessoas que vão agora receber a segunda dose da vacina, com uma taxa de 7,2 casos por 100.000 habitantes.

*Com Lusa

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