Migrantes iniciam greve de fome no México para exigir livre trânsito aos EUA

É na cidade de Tapachula que muitos migrantes, do Haiti e de outros países da América Central, estão bloqueados há vários meses.

Centenas de migrantes e ativistas bloqueados no México começaram, nas últimas horas, uma greve de fome para exigir a passagem para os EUA. O protesto começou na cidade de Tapachula, na região sul, junto à fronteira com a Guatemala.

É nesta cidade que muitos migrantes, do Haiti e de outros países da América Central, estão bloqueados há vários meses. Luís Garcia, do Centro de Dignificação Humana, explicou o objetivo da greve de fome.

"O objetivo desta greve é chamar a atenção da opinião pública para que pressione o Presidente da República, que é o chefe máximo do Executivo, para que ele resolva esta crise humanitária no México", explicou Luís Garcia.

O diretor da organização Povos Sem Fronteiras, Irineo Mujica, denuncia também o sofrimento destes migrantes.

"É uma crise desproporcionada, que nunca tinha visto. Também nunca tínhamos visto um governo a colocar toda a imigração numa só cidade. A cidade de Tapachula está a abarrotar e a sofrer. O México está a sofrer e nós condenamos a violência contra os haitianos", afirmou Irineo Mujica.

Os migrantes em Tapachula estão proibidos de se deslocarem no México. Muitos pediram asilo para evitar a expulsão, mas os processos avançam a passo de caracol.

Para quarta-feira está prevista a saída de uma caravana até à capital, a Cidade do México, para exigir uma solução ao Presidente López Obrador. Com o objetivo de conter a imigração ilegal, o governo mexicano destacou mais de 27 mil militares para as fronteiras do país.

Os migrantes, que fogem da violência e da pobreza nos seus países, procuram chegar aos EUA para pedir abrigo.

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