Milhares de veículos formam "Caravana da Liberdade" e paralisam Jerusalém

Inspirados na iniciativa "Caravana da Liberdade" nascida no Canadá e que já atingiu vários países, os condutores israelitas dirigiram-se desde Eilat e Tiberíades, rumo a Jerusalém, com bandeiras de Israel ao vento e cartazes a pedirem "liberdade".

Milhares de carros e camiões concentraram-se na segunda-feira em Jerusalém, oriundos de vários pontos de Israel, paralisando a cidade em protesto contra as restrições de combate à pandemia de Covid-19.

Inspirados na iniciativa "Freedom Convoy" ("Caravana da Liberdade", em tradução livre) nascida no Canadá e que já atingiu vários países, os condutores israelitas dirigiram-se desde Eilat (sul) e Tiberíades (norte), rumo a Jerusalém, com bandeiras de Israel 'ao vento' e cartazes a pedirem "liberdade".

A 'caravana', que teve como destino o parlamento no centro de Jerusalém, causou grandes constrangimentos no trânsito, realçou a reportagem da agência AFP que presenciou milhares de carros paralisados na cidade.

A polícia israelita não revelou estimativas sobre este movimento, mas a organização apontou que dezenas de milhares de pessoas participaram na manifestação, a primeira deste género.

A organização revelou ainda que este movimento foi criado por "cidadãos comuns" em protesto contra as restrições de combate à pandemia de Covid-19 ou contra a vacinação, que, segundo estes, são um ataque à sua liberdade.

Israel foi um dos primeiros países a lançar uma campanha global de vacinação, em dezembro de 2020.

Atualmente, quase metade da população já recebeu três doses da vacina e pessoas com mais de 18 anos que tenham riscos associados já estão aptos para uma quarta dose.

O Estado judeu também foi um dos primeiros a introduzir um passe sanitário, embora já tenha reduzido o seu uso em fevereiro.

Este ainda é necessário para aceder a eventos onde o risco de circulação do coronavírus SARS-CoV-2 continua alto, enquanto o uso de máscara contínua obrigatório em alguns locais.

O movimento "Freedom Convoy" começou no Canadá, onde os camionistas estão a paralisar a capital Otava e que levou o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, a invocar na segunda-feira poderes de emergência para reprimir os protestos.

Em França, o movimento concentrou, na madrugada de sexta-feira para sábado, 3.000 veículos e 5.000 manifestantes em Paris, sendo maioritariamente pessoas em viaturas pessoais, ao contrário do Canadá.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.813.329 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

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