Milhares protestam em Angola para contestar resultado das eleições

Adalberto Costa Júnior foi recebido com cânticos de "Presidente" e deixou críticas ao Tribunal Constitucional.

Este sábado é dia de protestos em Angola, com milhares de apoiantes da oposição nas ruas para contestarem o resultado das eleições que, em agosto, reelegeram João Lourenço como Presidente e permitiram a manutenção do MPLA no poder.

A "Marcha pela Liberdade" foi convocaas pela UNITA, o partido derrotado e que acabou por aceitar os resultados eleitorais, embora mantenha a contestação de formas que apelidou como "legítimas", caso destas manifestações de rua.

Na baixa de Luanda juntaram-se mais de duas mil pessoas, muitas munidas de bandeiras da UNITA e com cartazes onde podia ler-se "respeito pelo voto do povo".

O líder do partido, Adalberto Costa Júnior, esteve presente também nas ruas: "Hoje somos um consenso nacional", disse à multidão perante aplausos e cânticos de "presidente Adalberto".

"O Tribunal [Constitucional] saiu muito enfraquecido, porque todos sabem quem realmente ganhou as eleições", acrescentou.

Há pouco mais de uma semana, Costa Júnior anunciou que os deputados da UNITA tomariam posse "para poderem defender os princípios", mas manteve as críticas à legitimidade do novo Governo. Falando de um poder "auto atribuído e de legitimidade questionável" o líder da UNITA explicou, então, que tinha sido aconselhado a manter a contestação por via constitucional.

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