Ministro do Turismo do Brasil diz que país é "modelo de preservação" ambiental

Marcelo Álvaro António afirmou que o país "tem um cuidado muito grande com a natureza".

O ministro do Turismo do Brasil defendeu esta segunda-feira que os incêndios registados este ano na Amazónia estão dentro da média da última década e que o país "é um modelo de preservação" ambiental no mundo.

"Os incêndios este ano estão dentro na média dos últimos 10 anos, isso sempre aconteceu, não existe nada de anormal. O que acontece é que há anos em que chove mais, as queimadas são menores, há anos em que chove menos e a tendência é que se queime mais", afirmou em Macau, numa conferência de imprensa no âmbito do Fórum de Economia de Turismo Global (GTEF, na sigla em inglês), no qual o Brasil é um dos países convidados de honra.

Marcelo Álvaro António sustentou que "o Brasil é um modelo de preservação para o mundo", porque "tem um cuidado muito grande com a natureza e o meio-ambiente", e que tanto a imagem como os incêndios na Amazónia não afetaram o setor do turismo no Brasil.

"O impacto no turismo, para mim, é praticamente inexistente", defendeu, alertando que "é preciso separar a realidade daquilo que é muitas vezes divulgado pelos media. O Presidente [Jair] Bolsonaro tem na ordem de prioridades a preservação do meio-ambiente, só que aliado ao desenvolvimento do turismo no Brasil", acrescentou.

No GTEF, que termina esta terça-feira e que conta com mais de dez mil participantes de 89 países e regiões, o governante brasileiro disse que é preciso "tirar os excessos para que se consiga preservar o meio-ambiente, mas também desenvolver o país".

Em setembro, depois de se saber que o Brasil registara 4.935 focos de queimadas na Amazónia brasileira nos oito primeiros dias, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mais de 200 fundos de investimento internacionais, que juntos administram 16 biliões (milhão de milhões) de dólares, pediram às empresas brasileiras que adotem medidas contra a desflorestação e queimadas na Amazónia.

Então, o Inpe anunciara que a desflorestação da Amazónia aumentou 222% em agosto, em relação ao mesmo mês de 2018. A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados, incluindo territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

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