Ministro sul-coreano pede desculpa pela morte de militar após assédio sexual

Suh Wook explicou que o seu Ministério também irá rever "o sistema de tratamento de crimes sexuais a fim de propor reformas fundamentais".

O ministro da Defesa da Coreia do Sul pediu esta quarta-feira desculpas públicas pelo caso de uma soldado que se suicidou depois de ter sido assediada sexualmente por um colega e os militares terem aparentemente tentado encobrir o caso.

"Lamento muito os problemas causados à família e aos entes queridos devido à recente morte da vítima de abuso sexual. Como ministro da Defesa, sinto uma grande responsabilidade", disse Suh Wook durante uma sessão parlamentar.

"O Ministério investigará exaustivamente todos os pormenores do caso, incluindo as suspeitas de uma tentativa de apaziguar a vítima e encobrir" o caso, acrescentou, segundo a agência estatal Yonhap News Agency.

Suh explicou que o seu Ministério também irá rever "o sistema de tratamento de crimes sexuais a fim de propor reformas fundamentais".

O ministro disse que foi notificado do caso a 25 de maio.

A sargento da Força Aérea suicidou-se a 22 de maio na cidade de Seosan (a 100 quilómetros a sudoeste de Seul), depois de um colega da mesma patente a ter apalpado e sujeito a outros abusos num carro depois de um jantar de trabalho em março.

O caso escandalizou a opinião pública uma vez que, apesar da queixa da sargento, as Forças Armadas aparentemente não ativaram uma investigação e tentaram convencê-la a chegar a um acordo financeiro com o seu agressor para encobrir o incidente.

Os investigadores do Ministério da Defesa efetuaram uma busca à sede do Ministério Público para a Força Aérea em relação ao caso.

O sargento acusado de ter abusado da mulher encontra-se detido e as autoridades começaram a interrogar os superiores que alegadamente tentaram convencer a mulher a chegar a um acordo para que o caso não tivesse seguimento.

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