Ministros da Defesa da NATO voltam a reunir-se esta quarta-feira em Bruxelas

Portugal irá estar representado pelo ministro João Gomes Cravinho. O objetivo desta reunião é discutir sobre a situação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Os ministros da Defesa da NATO realizam esta quarta-feira uma nova reunião extraordinária em Bruxelas consagrada à guerra lançada pela Rússia na Ucrânia, durante a qual terão oportunidade de falar da situação no terreno com o homólogo ucraniano, por videoconferência.

Na conferência de imprensa de antecipação da reunião, na qual Portugal estará representado pelo ministro João Gomes Cravinho, o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, anunciou, na terça-feira, que o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, participará remotamente no encontro, assim como representantes da Geórgia, Finlândia, Suécia e União Europeia (UE).

A agenda da reunião dos Aliados, com início agendado para as 10h00 locais (09h00 de Lisboa) centra-se inevitavelmente na invasão da Ucrânia pela Rússia, nomeadamente nas recentes alegações de Moscovo sobre a existência de armas químicas no território ucraniano, que já levaram a NATO a advertir o Kremlin para o "preço muito elevado" a pagar se estiver a utilizar um pretexto fictício para utilizar esse tipo de armas.

Este encontro ao nível de ministros da Defesa terá lugar sensivelmente uma semana antes de uma cimeira extraordinária de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte, anunciada por Stoltenberg para 24 de março, também em Bruxelas, e na qual participará presencialmente o Presidente norte-americano, Joe Biden.

"Iremos abordar a invasão da Ucrânia pela Rússia, o nosso forte apoio à Ucrânia e o reforço da dissuasão e defesa da NATO", precisou o secretário-geral, adiantando que, "neste momento crítico, a América do Norte e a Europa devem continuar unidas".

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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