MNE alemão teme que saída de tropas do Iraque favoreça Estado Islâmico

A Alemanha tem cerca de 120 soldados destacados no Iraque.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, expressou esta segunda-feira preocupação com a possível saída de tropas estrangeiras do Iraque e advertiu, durante uma visita à Jordânia, que isso pode favorecer o grupo extremista Estado Islâmico (EI) na região.

"Tememos que a retirada da presença internacional do Iraque ajude o EI. Portanto, devemos fazer o possível para evitá-lo", indicou o chefe da diplomacia alemã em conferência de imprensa com o seu homólogo jordano, Ayman Safadi.

A Alemanha tem cerca de 120 soldados destacados no Iraque, no âmbito da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos que o parlamento iraquiano solicitou que suspendesse a sua missão contra os jihadistas naquele país, após o ataque dos EUA no território iraquiano que resultou na morte do general iraniano Qassem Soleimani, comandante da força de elite Al-Quds da Guarda Revolucionária do Irão.

Maas disse que, por enquanto, as forças alemãs vão permanecer na região.

"Vamos aguardar a decisão final do Governo iraquiano", salientou o chefe da diplomacia alemã, questionado sobre se Berlim retirará as tropas da Jordânia e do norte do Iraque.

Heiko Maas referiu ainda que um alto representante alemão vai visitar Bagdad, capital do Iraque, na próxima semana, sem adiantar mais detalhes. Por seu lado, Ayman Safadi indicou que o seu país apoia a continuação da missão da coligação internacional contra o EI, na qual a Jordânia participa e apoia desde o seu território fronteiriço com o Iraque e a Síria.

"A continuação da coligação militar é essencial para combater o EI, que ainda representa um perigo ideológico e de segurança, porque prospera em tempos de crise e caos", exprimiu o ministro jordano, que, no entanto, reconheceu que a decisão do parlamento iraquiano é "soberana".

A Jordânia conseguiu manter-se protegida do EI nos últimos anos, quando o grupo radical conquistou grandes áreas do Iraque e da Síria, mas foi palco de alguns ataques terroristas e um dos seus pilotos que participava na coligação foi sequestrado e brutalmente assassinado na Síria pelos extremistas.

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