Luz verde da NATO é "momento importante". MNE finlandês destaca na TSF sentimento "histórico"

Num momento histórico para a Finlândia, tal como para a Suécia, o MNE finlandês foi entrevistado pela TSF na cimeira de Madrid.

Pekka Haavisto foi deputado do Parlamento da Finlândia - o Eduskunta, entre 1987 e 1995 e em 2007- e líder da Aliança dos Verdes no período compreendido entre 1993 e 1995. Foi ainda ministro do Ambiente de 1995 a 1999. Em 2012 foi candidato a Presidente da Finlândia, tendo ficado em segundo lugar com 18% dos votos. Agora é ministro dos Negócios Estrangeiros e está em Madrid numa cimeira histórica que marca o convite dos membros da NATO para que a Finlândia adira à maior organização político-militar do mundo, a NATO. Pekka Haavisto explica como viveu este momento especial na história do país: "É um momento importante para a Finlândia", e um "sentimento histórico", tanto para os finlandeses como para os suecos.

Pensa que a decisão será ratificada em breve?

Isso depende dos estados-membros da NATO, mas há alguns países que estão quase a competir para ver quem ratifica primeiro. Então, esperemos que durante o verão as primeiras ratificações já tenham acontecido.

Qual será a primeira prioridade da Finlândia como Estados membro?

Bem, é claro, estamos a chegar às alianças militares onde podemos cooperar com os nossos vizinhos, mas também na Aliança da NATO de uma forma mais ampla. E isso é muito importante porque esta aliança também se está a preparar para responder a novos tipos de ameaças, ameaças híbridas, ameaças cibernéticas, e é muito importante".

A Turquia assinou na terça-feira um memorando de entendimento para a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO.

O acordo entre os três países foi alcançado durante uma reunião onde estiveram o Presidente finlandês, Sauli Niinistö, a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

"Temos um acordo que abre a porta à adesão da Finlândia à NATO. A Turquia, a Suécia e a Finlândia assinaram um memorando que responde às preocupações da Turquia relativamente ao fornecimento de armas e ao terrorismo, incluindo do grupo terrorista PKK", revelou Stoltenberg em conferência de imprensa realizada em Madrid, onde decorre a cimeira da NATO.

O secretário-geral da Aliança Atlântica informou ainda que esta quarta-feira "os líderes vão formalizar o convite para a entrada" dos dois países: "Nos próximos dias, a Finlândia e a Suécia serão formalmente considerados como convidados."

Jens Stoltenberg demonstra confiança no processo e afirma que "a porta está aberta" e que "a entrada da Finlândia e da Suécia na aliança vai acontecer".

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