MNE explica sanções da UE que podem aumentar "se a Rússia persistir nestes atos ilegais"

Augusto Santos Silva considera, em declarações à TSF, que há "violação da carta das Nações Unidas" por parte da Rússia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, aponta que pessoas e entidades russas vão ser atingidas pelas sanções que a União Europeia (UE) aprovou esta terça-feira e garante que há outras "se a Rússia persistir nestes atos ilegais".

À TSF, Santos Silva que as sanções são dirigidas a quem participou nas decisões russas: "Aos membros da Duma, portanto do parlamento russo, que participaram na autorização ao Governo russo para usar forças militares russas no estrangeiro. E também a personalidades no âmbito do Ministério da Defesa, do Governo russo, das forças de segurança, o aparelho de segurança russo."

Essas sanções consistem na "interdição de viagens no espaço europeu e congelamento de ativos financeiros de que sejam titulares no espaço europeu".

As regiões separatistas da Ucrânia que foram reconhecidas por Moscovo na segunda-feira também vão ser afetadas: "Sanções dirigidas à economia destas duas regiões separatistas, portanto interdição de quaisquer importações para a União Europeia de produtos provenientes destas duas regiões separatistas, agora, entre aspas, reconhecidas por Moscovo", explica Augusto Santos Silva.

As sanções mais poderosas, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, têm como alvo a economia russa: "Sanções financeiras dirigidas a três bancos russos e, sobretudo, interditando qualquer tipo de financiamento a partir do espaço europeu do estado russo, designadamente do Banco Central da Rússia."

Augusto Santos Silva admite que a União Europeia quis estar alinhada com os Estados Unidos da América, o Reino Unido, o Canadá e outros países do G7.

"Infelizmente, nenhum sinal existe que não seja no sentido de piorar o comportamento das autoridades russas. Portanto, esta é a primeira resposta, havendo outras se a Rússia persistir nestes atos ilegais e que põem seriamente em causa a segurança de toda a Europa", avisa.

Augusto Santos Silva acredita que este é um momento "muito perigoso" e que é importante "mostrar firmeza perante a Rússia", porque esta não é uma questão "de partes desavindas que seja missão da comunidade internacional reaproximar".

"É mesmo um ato hostil, primeiro de intimidação e agora praticamente de ocupação, de violação da integridade territorial de um estado soberano pela Rússia. Basta recordar as palavras muito claras e muito duras usadas ontem pelo secretário-geral das Nações Unidas. Não há a mínima dúvida sobre a violação da carta da ONU que está aqui em causa e o ator dessa violação é a Rússia", conclui.

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