Mongólia encerra fronteira terrestre com a China por causa do coronavírus

O primeiro-ministro mongol explicou que tomou a decisão após o aparecimento de casos confirmados na Mongólia Interior, uma região chinesa na fronteira com a Mongólia.

A Mongólia, que compartilha uma longa fronteira com a China, decidiu encerrar os pontos de travessia rodoviária com este país para evitar a propagação do novo coronavírus (2019-nCoV).

Este vírus já causou 80 mortes na China entre os mais de 2700 indivíduos infetados.

A Mongólia é o primeiro país vizinho da China a fechar a sua fronteira com Pequim, mesmo que as ligações ferroviárias e aéreas ainda estejam abertas. O vice-primeiro-ministro da Mongólia, Enkhtuvishin Ulziisaikhan, também anunciou no domingo que as suas escolas e universidades vão estar encerradas até 2 de março.

Entretanto, o primeiro-ministro mongol explicou que tomou a decisão após o aparecimento de casos confirmados na Mongólia Interior, uma região chinesa na fronteira com a Mongólia. "Manifestações públicas são proibidas", acrescentou o chefe do Governo, acrescentando que os eventos desportivos devem ser cancelados e as salas de jogos fechadas.

A China elevou esta segunda-feira para 80 mortos e mais de 2700 infetados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As autoridades anunciaram 24 novas mortes desde domingo na região de Hubei (e mais de 700 casos), mas não registaram óbitos provocados pelo vírus fora daquela província.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou. As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

A China prolongou já por três dias as férias do Ano Novo Lunar, até 2 de fevereiro, para desencorajar viagens e tentar conter a propagação do coronavírus.

Dezenas de milhões de chineses que visitaram as suas cidades natal ou pontos turísticos deveriam regressar a casa esta semana no maior movimento de pessoas a nível mundial que se repete todos os anos, aumentando o risco de o vírus se espalhar em comboios e aviões lotados.

O diretor da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, é esperado esta segunda-feira em Pequim para discutir a situação com as autoridades chinesas.

A região de Wuhan encontra-se em regime de quarentena, situação que afeta 56 milhões de pessoas.

Alguns países, como Estados Unidos, Austrália, Sri Lanka, Japão e França, estão a preparar com as autoridades chinesas a retirada dos seus cidadãos de Wuhan, onde também se encontram duas dezenas de portugueses.

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