Morre o teólogo Hans Küng, um dos principais críticos da Igreja Católica

Suíço exigiu que o Papa Bento XVI assumisse responsabilidades pelo encobrimento dos casos de pedofilia na igreja.

Hans Küng, teólogo católico suíço muito crítico da Igreja, morreu esta terça-feira em Tübingen, na Alemanha, aos 93 anos, anunciou a Fundação de Ética Planetária, que fundou.

"Com Hans Küng, perdemos o impressionante e carismático criador da Fundação e um mestre do pensamento visionário por um mundo mais justo e pacífico", lê-se em comunicado.

Küng, nascido em 19 de março de 1928, na Suíça, foi Professor Emérito de Teologia Ecuménica na Universidade de Tübingen. Em 2013, retirou-se da vida pública por motivos de saúde.

A fundação não especificou a causa da morte de Küng, que promovia o diálogo entre as religiões e é autor da obra "Ética Mundial na América Latina".

Em 1979, o Vaticano proibiu Hans Küng, um dos mais jovens participantes do Concílio Vaticano II, de ensinar teologia católica após uma controvérsia sobre o dogma da "infalibilidade" do papa.

Mais recentemente, em 2010, o teólogo exigiu que o Papa Bento XVI assumisse um mea culpa pela forma como os casos de pedofilia foram encobertos durante décadas.

O teólogo suíço celebrou em 2013 a eleição do Papa Francisco argentino como "a melhor escolha possível (...), já que é um latino-americano de mente aberta".

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