Morreu a atriz espanhola Verónica Forqué, a "Kika" de Pedro Almodóvar

Atriz foi encontrada morta na sua casa em Madrid.

A atriz espanhola Verónica Forqué, de 66 anos e que trabalhou com o aclamado Pedro Almodóvar, foi encontrada morta esta segunda-feira na sua casa em Madrid, confirmaram fontes policiais à AFP.

Filha do realizador José María Forqué, Verónica nasceu em 1955, também na capital espanhola. Começou a trabalhar no cinema dando vida a várias personagens nos filmes do pai, no início de 1970.

A sua estreia, ainda adolescente, foi em 1972, em "Minha Querida Moça", de Jaime de Armiñán. Nos primeiros anos da sua carreira, além de trabalhar com o pai, também se cruzou com Carlos Saura e Manuel Gutiérrez Aragón, dois grandes cineastas espanhóis.

No entanto, foi em 1984, no elenco do filme "Que fiz eu para merecer isto?", de Pedro Almodóvar, que Verónica Forqué se tornou popular. Ainda com Almodóvar fez parte de filmes de sucesso como "Matador" (1986) e "Kika" (1993), tornando-se numa das atrizes mais amadas pelo público espanhol.

Ao tomar conhecimento da morte de Verónica Forqué, a El Deseo, produtora de Almodóvar, manifestou a sua tristeza publicamente.

"O vazio que isto deixa nas nossas vidas e no nosso cinema é irrecuperável. Foi-se uma atriz extraordinária e uma pessoa insubstituível com que tivemos a honra de trabalhar e partilhar a vida. Faça uma boa viagem, Verónica", pode ler-se na nota da El Deseo.

O ator espanhol Antonio Banderas também já reagiu à morte da colega de profissão.

"Adeus, Verónica Forqué. Trabalhei há anos com ela e a lembrança que tenho é de uma mulher doce, espiritual e boa companheira", escreveu Antonio Banderas no Twitter.

Verónica Forqué está ligada ao cinema espanhol dos anos 1980 e 1990, muitas vezes irreverente, festivo e de transição política. Destacava-se pelo talento para o drama e comédia.

"Sei que as pessoas me amam. É algo que valorizo muito, que cuido, porque é um presente precioso. Não sou uma pessoa complicada e acho que tenho bom caráter", afirmou a atriz numa entrevista ao jornal El País, em 2019.

Num tweet de despedida, a Academia de Cinema Espanhola descreveu-a como "um rosto essencial do cinema espanhol nas últimas décadas." Já Pablo Iglesias, ex-vice-presidente do governo e antigo líder do Podemos, disse no Twitter que nos deixa "uma atriz brilhante e uma pessoa encantadora. Foi maravilhoso poder conhecê-la".

Já o realizador, ator e produtor Carlo D'Ursi escreveu: "Morrer sozinha, com 66 anos e vítima de depressão não estava escrito em nenhum argumento".

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