Morreu o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica

O japonês Yukiya Amano deveria ocupar o cargo até 30 de novembro de 2021, mas comunicou, na última semana, que pretendia afastar-se em março devido a uma doença não especificada.

Morreu, aos 72 anos, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica. Yukiya Amano, diplomata japonês, sucedeu a Mohamed ElBaradei, que entrara em conflito com autoridades norte-americanas quanto ao Irão, em 2009.

Amano foi reconduzido, em 2017, para um terceiro mandato de quatro anos. O japonês deveria ocupar o cargo até 30 de novembro de 2021, mas comunicou, na última semana, que pretendia afastar-se em março devido a uma doença não especificada.

As responsabilidades da agência incluem fiscalizar o cumprimento de restrições às atividades nucleares do Irão de acordo com o acordo de Teerão e potências mundiais, em 2015. Amano, no entanto, considerava que o trabalho da Agência Internacional de Energia Atómica era técnico e não político, mas a decisão dos EUA de desistir do acordo de 2015 aumentou mais as pressões sobre a sua direção. Nesse clima de tensão, o impasse entre o Teerão e Washigton agravou-se, o que levou à reimplantação de sanções económicas ao Irão.

Yukiya Amano acreditava também que a disseminação de armas atómicas e terrorismo nuclear representavam uma ameaça crescente para a comunidade internacional. "É improvável que essa tendência seja revertida, continuará a acelerar", afirmou.

Amano era especialista em postos multilaterais de desarmamento e não-proliferação nuclear, e esteve ao serviço das negociações japonesas durante mais de três décadas.

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