Morreu Ebrahim Ismail Ebrahim, ex-combatente sul-africano do regime do 'apartheid'

O ex-combatente morreu de uma doença prolongada na sua casa, em Joanesburgo. Tinha 84 anos.

O antigo combatente do regime de segregação racial do 'apartheid' Ebrahim Ismail Ebrahim, que passou parte da sua vida na prisão de Robben Island, na África do Sul, onde se cruzou com Nelson Mandela, morreu esta segunda-feira aos 84 anos.

O ex-combatente morreu de uma doença prolongada na sua casa em Joanesburgo, declarou o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês).

O partido no poder na África do Sul saudou "um membro de longa data do ANC, um patriota que serviu o seu país em muitas funções com humildade, dedicação e distinção".

Nascido em 01 de julho de 1937, o ativista, nascido na Índia, tinha um passado semelhante ao dos grandes nomes na luta contra o domínio branco racista na África do Sul.

Do protesto não violento à luta armada sob o 'apartheid', Ebrahim foi preso em 1963 por sabotagem e enviado para Robben Island durante 15 anos. Foi libertado em 1979.

No final dos anos de 1980, quando se tinha juntado ao ANC no exílio e estava a realizar várias missões, foi raptado por agentes do 'apartheid' na vizinha Suazilândia (atual Essuatíni), foi torturado e posteriormente condenado por "traição", sendo, por fim, enviado de volta para Robben Island.

Na prisão, estudou com Nelson Mandela.

Partilhou também cela com outro futuro presidente sul-africano, Jacob Zuma.

Ebrahim Ismail Ebrahim foi finalmente libertado em 1991.

As primeiras eleições multipartidárias foram realizadas na África do Sul três anos mais tarde, em 1994.

Entrou para o Governo em 2009 como vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, cargo que ocupou durante seis anos.

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