Morreu o maestro e compositor Ennio Morricone

Ennio Morricone esteve em Lisboa em maio de 2019 para um último concerto em território nacional.

O maestro e compositor italiano Ennio Morricone morreu, aos 91 anos, em Roma, na sequência de uma queda, revelam os meios de comunicação italianos.

Ennio Morricone, agraciado com um Óscar em 2016, é autor das músicas dos filmes "Era uma vez no Oeste", "Era uma vez na América", "Por um Punhado de Dólares", "A Missão" e "Cinema Paraíso", entre outros.

O "maestro" italiano foi autor de mais de 500 músicas para cinema, entre as quais melodias como a que criou para o filme "O Bom, o Mau e o Vilão" (1966), do realizador Sergeo Leone, com o ator Clint Eastwood. O maestro assinou ainda mais de cem peças de música clássica.

Ennio Morricone "morreu ao amanhecer de 6 de julho no conforto da fé", indica o comunicado do advogado e amigo da família, Giorgio Assuma, citado pelos vários jornais italianos hoje de manhã.

"Esteve totalmente lúcido e manteve uma grande dignidade até ao último momento", acrescenta o mesmo comunicado.

"Aconteceu no Oeste", "O Bom, o Mau e o Vilão", "A Missão", "Cinema Paraíso", "Era uma Vez na América" ou "Por um Punhado de Dólares" são algumas das bandas sonoras mais marcantes do artista italiano. Na longa carreira do artista destaca-se o Óscar que venceu em 2016.

Ennio Morricone esteve em Lisboa em maio de 2019 para um último concerto em Portugal. Na Altice Arena, o maestro contou com a voz de Dulce Pontes, em "Abolição", do filme "Queimada!", que Gillo Pontecorvo realizou em 1968.

Compositor recordado como "génio musical"

As reações à morte do músico não se fizeram esperar e surgiram vindas de vários meios italianos, mas também internacionais.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, escreveu na sua conta de Twitter que recordará "sempre, com infinita gratidão, o génio artístico do maestro Ennio Morricone".

"Emocionou-nos, fez-nos sonhar, refletir, escrevendo notas memoráveis que permanecerão indeléveis na história da música e do cinema", acrescentou o governante italiano.

"Adeus 'maestro' e obrigado pelas emoções que nos ofereceste", disse Roberto Speranza, ministro da Saúde do governo de Roma, através de uma mensagem difundida também pelo Twitter.

O vocalista da banda inglesa de rock e eletrónica New Order, Bernard Summer, afirmou que foi com "grande tristeza" que viu morrer um dos seus "heróis musicais".

Bernard Summer assinalou ainda que foi a musica de Morricone que o apresentou aos álbuns musicais e que o primeiro que comprou foi um dos seus.

"Ele compôs música linda, emocional, e foi o mestre da melodia", acrescentou.

O realizador, argumentista, produtor e ator britânico Edgar Wright afirma nem saber por onde começar para falar do "icónico compositor Ennio Morricone".

"Ele conseguia transformar um filme médio num imprescindível, um bom filme numa obra de arte, e um grande filme numa lenda. [Ennio Morricone] esteve sempre presente na minha aparelhagem toda a minha vida. Que legado, de trabalho deixa para trás", considerou.

O músico de eletrónica britânico Robin Rimbaud, conhecido como Scanner, despediu-se também, através do Twitter, do "extraordinário compositor Ennio Morricone, que escreveu as bandas sonoras de grande parte das nossas vidas no ecrã".

Uma das primeiras reações à morte do compositor italiano veio do violinista francês Renaud Capuçon, que, no Twitter, partilhou como se sentia "tão triste" com o "desaparecimento do imenso Ennio Morricone".

Ennio Morricone foi distinguido em 2016 com o Óscar de melhor banda sonora para o filme "Hateful Eight" de Quentin Tarantino.

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Notícia atualizada às 16h42

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