Morte de Sampaio. Alto representante Josep Borell lamenta "perda para Portugal e para a UE"

O também ex-presidente do Parlamento Europeu diz ter compartilhado com Jorge Sampaio "os seus ideais de um europeu convicto".

O Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, lamentou este sábado a morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, considerando-a uma "perda para Portugal e para a União Europeia".

"A perda do Presidente Sampaio é uma perda para Portugal e para a União Europeia como um todo", escreveu o responsável espanhol na sua conta na rede social Twitter.

O também ex-presidente do Parlamento Europeu disse ainda ter compartilhado com Jorge Sampaio "os seus ideais de um europeu convicto".

"Ele sempre defendeu a democracia e a liberdade. Fará falta", conclui a mensagem de Josep Borrell.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu na sexta-feira aos 81 anos, no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, Oeiras, onde estava internado desde 27 de agosto, na sequência de dificuldades respiratórias.

Para hoje está previsto o velório e o funeral, com honras de Estado, realiza-se no domingo, antecedido por uma homenagem nacional no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

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