Moscovo denuncia declaração "ilegítima" de Washington em relação às sanções contra Irão

A Rússia, um aliado chave do Irão, acusou Washington de fazer uma "representação teatral" e salientou que as declarações dos Estados Unidos "não correspondem à realidade".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo denunciou este domingo a declaração unilateral dos Estados Unidos de que as sanções da ONU contra Teerão estavam de novo em vigor, sublinhando que as reivindicações de Washington não tinham base legal.

"As iniciativas e ações ilegítimas dos Estados Unidos não podem, por definição, ter consequências jurídicas internacionais para outros países", disse o ministério num comunicado.

A Rússia, um aliado chave do Irão, acusou Washington de fazer uma "representação teatral" e salientou que as declarações dos Estados Unidos "não correspondem à realidade".

Moscovo acusou os Estados Unidos de "procurar forçar todos a usarem óculos de realidade virtual" e aceitar a sua visão dos factos.

A atitude de Washington foi "um grande golpe para a autoridade do conselho de segurança da ONU" e mostrou abertamente "desprezo pelas suas decisões e pelo direito internacional como um todo", acrescentou Moscovo.

"Isto é inaceitável, não só para nós, mas também para outros membros do conselho de segurança", disse o ministério russo.

A Rússia disse que "apoia plenamente" a posição da maioria dos membros do conselho de segurança de que as iniciativas de Washington são legalmente "nulas e sem efeito".

Moscovo acrescentou que os esforços para alcançar a implementação do acordo de 2015 sobre o programa nuclear do Irão continuariam.

Os Estados Unidos anunciaram unilateralmente que as sanções da ONU contra o Irão estavam novamente em vigor e prometeram punir qualquer violação, num gesto que poderá aumentar o isolamento de Washington, mas também as tensões internacionais.

"Os Estados Unidos saudam o regresso de quase todas as sanções da ONU contra a República Islâmica do Irão anteriormente levantadas", declarou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em comunicado.

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