Moscovo disponível para trocar mais de 500 prisioneiros de guerra

A provedora russa, Tatiana Moskalkova, garante que o número de detidos é "muito maior".

Moscovo está disponível para trocar mais de 500 prisioneiros de guerra ucranianos, capturados durante a invasão russa da Ucrânia, garantiu esta segunda-feira a provedora russa, Tatiana Moskalkova, que salientou que o número de detidos é "muito maior".

A Defensora do Povo [ombudsman] da Rússia explicou ao canal RT que Moscovo elaborou uma lista, com cartões escritos à mão pelos próprios prisioneiros, onde é confirmado que estes estão vivos.

"Até o momento, mais de 500 cartões foram preenchidos e entregues à Cruz Vermelha Internacional. São prisioneiros ucranianos (...), que estamos dispostos a trocar", salientou Tatiana Moskalkova, citada pela agência EFE

A primeira troca que ocorreu entre os dois lados do conflito, desde o início da invasão russa da Ucrânia, envolveu a libertação de nove soldados russos por Kiev, em troca da libertação do autarca da cidade ucraniana de Militopol, Iván Fedorov.

A provedora russa explicou ainda que a última palavra sobre os prisioneiros ucranianos cabe ao Ministério da Defesa russo e que o número é "muito maior" do que os 500 detidos mencionados.

O Exército ucraniano reconheceu a morte de pelo menos 1300 dos seus militares e estima as baixas entre o inimigo em vários milhares desde o início do conflito.

Do lado de Moscovo, foram reconhecidas 498 mortes entre as forças russas, além de 1597 feridos, enquanto calcula que as baixas entre os ucranianos sejam de vários milhares de mortos e feridos.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 925 mortos e 1496 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,48 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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