Moscovo diz que vai tomar "medidas necessárias" após sanções dos EUA à dívida russa

Ministério das Finanças da Rússia diz estar a acompanhar a situação dos mercados depois das sanções impostas pelos Estados Unidos da América.

O Ministério das Finanças russo disse esta quarta-feira estar a acompanhar a situação dos mercados, após sanções dos Estados Unidos às transações com títulos soberanos russos, e que, se necessário, tomará as "medidas necessárias" para manter a estabilidade financeira.

"O Ministério das Finanças da Rússia, juntamente com o Banco Central da Rússia, continuará a acompanhar de perto a situação nos mercados financeiros e, se necessário, tomará medidas adicionais para fortalecer a estabilidade financeira", afirmou o ministério, em comunicado citado pela agência EFE.

Desta forma, "para ajudar a fortalecer a estabilidade no mercado de dívida russo, as decisões sobre a colocação de títulos nas próximas semanas serão tomadas tendo em consideração as condições do mercado", acrescentou.

Na mesma nota, o ministério deu conta de que o Tesouro russo tem "uma quantidade significativa de fundos temporariamente disponíveis": 4,5 biliões de rublos (56.557 milhões de dólares ou 49.799 milhões de euros), face a 2,2 biliões de rublos (27.634 milhões de dólares ou 24.343 milhões de euros) que pretende reunir no mercado em 2022.

"Isso permite uma abordagem flexível ao calendário de colocação" de títulos, disse o Ministério das Finanças.

Além disso, o ministério referiu que, para fazer face aos riscos de venda forçada de títulos públicos por parte de alguns investidores estrangeiros, a colocação de obrigações após 22 de fevereiro será efetuada através da emissão de novos títulos registados antes daquela data.

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, anunciou, na terça-feira, as primeiras sanções económicas diretas contra duas grandes instituições financeiras russas, o VEB (um dos principais bancos de investimento e desenvolvimento da Rússia) e o banco militar (PSB).

Além disso, anunciou sanções "abrangentes" contra a dívida soberana da Rússia para bloquear o acesso do Governo de Moscovo ao financiamento ocidental.

"[A Rússia] não poderá mais obter dinheiro do Ocidente e também não poderá negociar novas dívidas nos nossos mercados ou nos mercados europeus", sublinhou o Presidente norte-americano.

As sanções surgiram após o reconhecimento russo das autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, e ao anúncio do envio de tropas russas para aqueles territórios, que Moscovo descreveu como uma missão para manutenção da paz.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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