Motim de detidos na Venezuela devido a falta de alimentos e cuidados médicos

Os presos sequestraram pelo menos sete guardas prisionais.

Um grupo de detidos do Centro Penitenciário de Ocidente I (CPOI), em Táchira (sudoeste do país) tomou esta quarta-feira o controlo da prisão em protesto pela falta de alimentos, cuidados médicos e atrasos processuais.

Os presos sequestraram pelo menos sete guardas prisionais e incendiaram parte das instalações. A revolta foi confirmada aos jornalistas pela diretora do Observatório Venezuelano de Prisões (OVP), Carolina Girón, precisando que naquela cadeia, que também é conhecida como Cárcere de Santa Ana estão aproximadamente 1.000 detidos.

"Água de massa, que os presos chamam aguarote é o que recebem como comida. Além disso apenas recebem alimentos uma vez ao dia", explicou, precisando que os detidos solicitaram o reforço da alimentação e exigem o fim dos atrasos registados nos seus processos.

Segundo o OVP, os detidos "tampouco têm gás para cozinhar os seus próprios alimentos". Aquela dirigente acrescentou que os detidos consideraram fazer uma greve de fome mas dado "o estado grave em que se encontram alguns" deles, decidiram tomar o controlo da prisão.

"Estão a morrer de fome. É um motim contra a fome", frisou, precisando que as autoridades prisionais apenas permitem aos familiares dos detidos que lhes levem uma comida por dia.

Entretanto o deputado opositor Franklyn Duarte denunciou que a cadeia está sobrelotada e que "é impressionante a desnutrição" entre os presos. De momento não há informação oficial sobre a situação naquele estabelecimento prisional.

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