Motorista de aplicação é morto no primeiro dia de trabalho

"Foi a primeira e última corrida", lamentou-se a viúva de Mário Jorge Silva, assassinado com tiro na nuca por dois assaltantes em Manaus

Manaus não é propriamente uma cidade segura.

A vida vale tão pouco na capital do Amazonas que na década passada um apresentador de programas de crime foi acusado de mandar matar pessoas só para as suas equipas de reportagem serem as mais rápidas a chegar ao local.

Mas, enfim, apesar dos perigos, a necessidade financeira obrigou Mário Jorge Silveira da Silva, de 48 anos, a aderir à moda de guiar um carro de aplicação para poder aumentar os ganhos ao fim do mês e conseguir sustentar a família.

No dia 13 lá começou ele, o seu novo emprego. E nesse mesmo dia 13 morreria baleado após um assalto. "Foi a primeira e última corrida", lamentou-se a viúva de Mário Jorge.

No caminho para a Avenida Creta, no bairro Nova Cidade, zona norte de Manaus, os dois primeiros clientes de Mário roubaram-lhe carro e telemóvel e ainda dispararam contra a sua nuca.

A polícia, considerado suspeito o trajeto do carro, imobilizou-o e conseguiu deter o autor dos disparos, Cesar Ferreira, de 33 anos, e o comparsa, minutos depois de eles atirarem pela janela a arma do crime.

Durante dois dias, o motorista de aplicação ainda lutou contra a morte no hospital e pronto-socorro João Lúcio, em Manaus, mas viria a sucumbir.

Manaus é considerada a 34ª cidade mais violenta do mundo, nona entre as capitais estaduais do Brasil.

O correspondente da TSF no Brasil, João Almeida Moreira, assina todas as quintas-feiras no site da TSF a crónica Acontece no Brasil

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