Múmias reais desfilam em cortejo inédito no Cairo

Caos do trânsito na cidade para, por algumas horas, com o habitual corrupio de motas e carros a transferir-se para os passeios, onde está um mar de gente.

O Cairo assiste, este sábado, a uma procissão histórica. Vinte e duas múmias desfilam pelas ruas, num percurso de cerca de cinco quilómetros até ao Museu Nacional da Civilização Egípcia, que vai ser inaugurado no domingo. São múmias de 18 reis e quatro rainhas naquela que já é chamada de Parada Dourada dos Faraós.

O caos do trânsito na cidade para, por algumas horas, com o habitual corrupio de motas e carros a transferir-se para os passeios, onde está um mar de gente para ver passar as 22 múmias. Descobertas no século XIX, estas múmias estão a ser transportadas por ordem cronológica, sob fortes medidas de segurança, num desfile digno dos faraós.

As múmias foram colocadas em caixas cheias de nitrogénio, como medida de proteção. A estrada, ao longo do percurso, foi repavimentada para que não existissem solavancos na viagem de cinco quilómetros.

Cada múmia segue num veículo decorado e escoltado por motas e réplicas das carruagens usadas no tempo dos faraós. O espetáculo é grandioso e custou milhões de dólares. Afinal, trata-se do maior tesouro histórico do Egito a desfilar pelas ruas do Cairo.

A diretora-geral da organização das Nações Unidas, para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, chegou na sexta-feira ao Egito para participar do evento que, segundo uma nota, "marca o fim de muito trabalho para melhorar a conservação e exposição" das múmias, que vão ter uma galeria especial no recém-reformado e moderno Museu Nacional da Civilização Egípcia, na cidade de Fustat.

Uma das grandes atrações é a múmia de Ramsés II, que reinou durante 67 anos e é recordado como o primeiro líder na história a assinar um acordo de paz. A outra é a rainha Hatshepsut, que governou no antigo Egito, quando as mulheres ainda não tinham cargos de liderança.

A acompanhar também está o pai, Tutmosis I, marido e enteado, Tutmosis III, assim como três outras rainhas da mesma dinastia: Tiy, Meritamun e Ahmose-Nefertari.

Estas múmias já fizeram longas viagens. De Luxor para o Cairo vieram de barco, pelo rio Nilo, ou de comboio, em primeira classe. Vão agora ficar no novo Museu Nacional da Civilização Egípcia, numa sala que faz lembrar o Vale dos Reis, em Luxor, onde estavam os túmulos. A exposição abre ao público no dia 18 de abril.

Além do Museu Nacional da Civilização Egípcia, um novo museu, junto às pirâmides de Gizé, deve abrir ainda este ano. Aí vai ficar a famosa coleção Tutankhamun.

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