"Não vamos atacar pessoas nem forças armadas." Rússia quer "libertar Ucrânia da opressão"

Ministro dos Negócios Estrangeiros afirma que a Rússia apenas quer a Ucrânia independente.

Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, garantiu, numa conferência de imprensa esta sexta-feira, que o país está pronto para conversar, apenas quer a Ucrânia independente e sublinhou que as tropas russas não vão "atacar as pessoas nem as forças armadas" da Ucrânia.

"Entendo que neste momento não queiram ler a posição detalhada da federação russa, mas convido-vos a fazer isso. Ninguém quer atacar a Ucrânia. Estamos a falar de não permitir que os neonazis tomem conta do país. Neste momento, o regime que está em Kiev está controlado por dois mecanismos externos: os EUA e os neonazis. Nenhum ataque foi feito a infraestruturas militares, muito menos a não militares. O que digo pode ser confirmado", afirmou o Sergei Lavrov.

Enquanto as tropas de Moscovo se aproximam de Kiev no segundo dia da invasão lançada pelo Kremlin, o ministro russo declarou que o seu país quer "libertar a Ucrânia da opressão" e acrescentou que o presidente russo, Vladimir Putin, "tomou a decisão de realizar uma operação militar especial para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia e, assim, livre da opressão, os próprios ucranianos poderão decidir o seu futuro".

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos mais de 120 mortos, incluindo civis, e centenas de feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 100.000 deslocados no primeiro dia de combates.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa "desmilitarizar e desnazificar" o seu vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário, dependendo de seus "resultados" e "relevância".

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

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