"Não vamos trocar gás por direitos humanos." UE denuncia violação de leis da guerra

Chefe da diplomacia da União Europeia reitera que os 27 Estados-membros se mantêm "inabaláveis ao lado da Ucrânia nestes momentos dramáticos".

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, considerou esta terça-feira que os bombardeamentos russos em Kharkiv, na Ucrânia, "violam as leis da guerra" e garantiu que a UE não vai "trocar gás por direitos humanos".

Numa mensagem divulgada na sua conta na rede social Twitter, Borrell salientou que os recentes bombardeamentos sobre alvos civis na segunda maior cidade da Ucrânia "violam as leis da guerra".

O Alto Representante para a Política Externa da UE reitera ainda que os 27 Estados-membros se mantêm "inabaláveis ao lado da Ucrânia nestes momentos dramáticos".

O centro de Kharkiv está a ser esta terça-feira alvo de novos bombardeamentos russos, anunciou o chefe da administração regional de Kharkiv, Oleh Sinehubov.

O edifício da administração, no centro da cidade, e vários prédios residenciais foram alvo das forças russas, acrescentou o responsável.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

ACOMPANHE AQUI O CONFLITO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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