NATO alerta para reforço da presença militar russa na fronteira com a Ucrânia

Jens Stoltenberg diz que o tempo para responder a uma possível invasão pelo Kremlin é "cada vez mais curto".

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, denuncia que são cada vez mais as movimentações e a presença militar russa na zona da fronteira com a Ucrânia, algo que representar um perigo crescente, no dia em que o Conselho de Segurança se reúne para discutir a situação.

Num debate organizado pelo Washington Post, Stoltenberg assinalou que a escalada "continua, com cada vez mais tropas prontas para combate, com artilharia, com veículos pesados, com mais munições, mais mantimentos e cada vez mais abastecimentos".

A presença russa na Bielorrússia tem sido reforçada com "aviões e helicópteros", algo que "faz com que o tempo de resposta seja cada vez mais curto", pelo que a NATO e as forças mundiais têm de estar preparadas, avisa.

"Há um risco real de uma nova invasão da Rússia ou de algum tipo de agressão contra a Ucrânia, mas ao mesmo tempo não há certezas e continuamos a trabalhar para uma solução política", assinalou Stoltenberg, que atira a decisão para a Rússia: "Ou dialoga com a NATO e os aliados, ou avança para o confronto."

Os exercícios militares conjuntos da Rússia e Bielorrússia, na próxima semana, serão um momento crítico, por poderem ser utilizados "como um disfarce para uma invasão da Ucrânia, porque isso já aconteceu antes", alertou ainda o responsável máximo na NATO, que recorda o sucedido em 2014, quando os russos "anexaram a Crimeia e passaram a controlar a região de Donbass, no leste da Ucrânia".

"A Rússia já utilizou exercícios militares como disfarce e, se combinamos isso com uma retórica ameaçadora na qual eles exigem coisas de nós que sabem que não lhes podemos dar, e quando dizem que haverá consequências militares e técnicas, se nós não aceitarmos as suas exigências... Tudo isto é uma ameaça muito séria, que temos de levar a sério", sublinhou.

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