Guerra na Europa. NATO: "Se o conflito chegar até nós estamos prontos"

O secretário norte americano Anthony Blinken afirmou esta manhã em Bruxelas que a Nato vai defender "cada centímetro" do território dos aliados, em caso de ataque.

"Somos uma aliança defensiva. Não buscamos nenhum conflito. Mas se o conflito chegar até nós, estamos prontos para isso e defenderemos cada centímetro do território da NATO", afirmou à entrada para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança.

Anthony Blinken falava ao lado do secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberg que expressou condenação a propósito dos ataques desta noite à central nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, e também aos bombardeamentos sobre zonas povoadas, considerando que são claros sinais de "imprudência" do conflito lançado por Moscovo.

"Condenamos os ataques a civis. E durante a noite, também ouvimos relatos sobre o ataque contra a central nuclear", afirmou Stoltenberg, considerando que é "apenas a demonstração da imprudência desta guerra".

O secretário-geral da NATO também destacou "a importância de acabar com a guerra e a importância da Rússia retirar todas as suas tropas e se envolver de boa fé nas relações diplomáticas".

Quanto aos insistentes pedidos da Ucrânia para que seja criada uma zona de exclusão aérea, como forma de limitar os bombardeamentos das tropas de Moscovo, o ministro checo dos Negócios Estrangeiros, Jan Lipavský disse que só há a conclusão a retirar de uma resposta a esse pedido.

"Zona de exclusão aérea significa que a NATO está em conflito, uma vez que seriam as forças da Nato, a impor a zona de exclusão aérea", afirmou Jan Lipavský.

Mas, o secretário-geral da NATO também disse que os aliados estão a ajudar a Ucrânia, incluindo com sanções da Europa, dos Estados Unidos, e deixa claro que não deve esperar-se outro envolvimento da NATO.

"A NATO não faz parte do conflito. A NATO é uma aliança defensiva. Não buscamos conflito de guerra com a Rússia", afirmou Jens Stoltenberg.

Na reunião estarão também presentes chefes de diplomacia da Suécia, Finlândia, que não integram a Aliança Atlantica, assim como o Alto Representante da União Europeia para a política Externa e de Defesa Comum.

Notícia atualizada às 9h50

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