NATO teme "encenação de um pretexto" para Rússia "invadir" a Ucrânia

"Vimos tentativas de encenar operações falsas como pretexto para invadir a Ucrânia", afirmou Jens Stoltenberg.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg expressou esta quinta preocupação perante as informações a darem conta de bombardeamentos, alegadamente iniciados por tropas ucranianas, contra posições russas. Stoltenberg teme que Moscovo esteja em busca de um pretexto para a invasão.

"Estamos preocupados que a Rússia esteja a tentar encenar um pretexto para um ataque armado contra a Ucrânia", afirmou, admitindo que, nesta altura, "não é clara a atuação da Rússia".

Stoltenberg garante estar na posse de informações "credíveis" sobre a presença de oficiais dos serviços secretos russos a atuarem de forma duvidosa na Ucrânia.

"Estão presentes em Donbas, e vimos tentativas de encenar operações de bandeira falsa como pretexto dar uma desculpa para invadir a Ucrânia, e isso é preocupante", afirmou, admitindo que as preocupações em relação às intenções de Moscovo vão muito para lá do território ucraniano.

"Estamos, é claro, preocupados com o que vemos: a Rússia está a modernizar mísseis com capacidade nuclear. Enviaram-nos para Kalingrado. Vimos também mísseis Iskander na Bielorrússia e mísseis Iskander são mísseis de capacidade dupla que também podem transportar ogivas nucleares", frisou, garantindo que se trata de "padrão" de atuação por parte de Moscovo.

"Não sabemos o que vai acontecer. Mas o que sabemos é que a Rússia acumulou a maior força que vimos na Europa durante décadas na fronteira da Ucrânia", vincou o secretário-geral da Aliança Atlântica.

"A NATO e os aliados estão a ajudar a Ucrânia a aumentar a capacidade de se defender. Os aliados estão a ajudar a Ucrânia a defender esse direito, inclusive com treino e equipamentos militares para as forças armadas ucranianas, informação cibernética e de inteligência e com apoio financeiro significativo", afirmou o secretário-geral da NATO.

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