"Nem posso acreditar que nos vamos voltar a encontrar"

Do fecho da Nissan em Barcelona aos protestos em Minneapolis, passando por Angola, Hong Kong, China, França, Itália, Bélgica e Reino Unido a desconfinar. Os jornais do mundo na TSF.

Há manchetes que valem mais pela novidade, outras pela atualidade, outras ainda pelas duas, em doses variáveis. Talvez esta com que começo, nos dias que correm que não noutros idos, seja mais pela atualidade: no jornal O País, em Angola: "Lourenço dialoga hoje com a sociedade". Membros da sociedade civil esperam que as contribuições que fizeram sejam levadas em conta na tomada de decisões. No Jornal de Angola, o presidente avisa para "nada ficar para trás".

No China Daily, Código Civil adotado no encerramento da assembleia consultiva popular, bem como os mecanismos para garantir a aplicação da segurança nacional na região de Hong Kong.

No Global Times, uma frase do primeiro-ministro Li Keqiang: a China empenhada no desenvolvimento interno.

No belga gratuito Metro, a solidariedade posta em prática contra a epidemia faz a manchete...

Em Espanha, há fumo nas capas, muito fumo. E neste caso, não é fumo sem fogo. Esteve ao rubro o protesto na fábrica da Nissan em Barcelona, que hoje faz capa em vários jornais. A preto e branco, no El País, que escreve que o encerramento da Nissan é um golpe para 25 mil trabalhadores e 500 empresas. No La Razón a foto é a cores e nela, na fotografia, há quem se prepare para incendiar pneus. O título é: Nissan Barcelona deixa três mil empregados na rua. No ABC, Nissan de Barcelona fecha e deixa mais três mil desempregados. No catalão La Vanguardia, lemos: "Nissan Barcelona fecha e deixa automóvel (o setor, presume-se que não vem escrito) na incerteza". No Cinco Dias, "crise do coronavírus, Nissan deixa Barcelona".

Regresso ao El País, que tem outro destaque na capa que me chamou a atenção. "Trump lança uma ofensiva legal contra as redes sociais". Pede às agências federais que revejam as práticas injustas e enganadoras de Twitter, YouTube, Facebook e Google. O titulo de outra notícias na primeira do El País, a citar o escritor de sucesso norueguês Jo Nesbo, poderia ser uma resposta: "Tu deves é dedicar-te ao que te faz bem".

No Le Figaro, em França, "a epidemia recua, a liberdade regressa". Mas no editorial: "A urgência mudou de natureza, o mais duro está diante de nós". E também: nunca a França contou tantos desempregados à procura de trabalho, são mais de quatro milhões e meio.

No Aujourd Hui, escola, circulação, férias, restaurantes: "Tudo o que volta a ser possível".

No italiano Corriere Della Sera, "Regiões, sim reabrem juntas", via livre para todas a 3 de junho, portanto, quarta-feira da próxima semana ou então adiamento por mais uma semana. Está para ser decidido. Na capa deste diário italiano, há um manifestante de Hong Kong sentado no chão, sentado com as pernas em posição à chinesa, como aprendemos em pequeninos, o homem está rodeado de polícias. Em título: a China impõe a sua lei, Pequim aprova a lei sobre segurança nacional.

No USA Today, "outra cidade americana morre nas mãos da polícia". São os incidentes em Minneapolis. Num texto de opinião neste jornal, faz-se a pergunta: "Porque é que não posso ser negro no estado do Minnesota?".

No Reino Unido, o Guardian diz que o primeiro-ministro defende o conselheiro (Dominic Cummings, o ideólogo da campanha do Brexit) depois de a polícia admitir que ele pode ter violado as leis de confinamento.

No Daily Mail, há um viva pela segunda-feira."It"s happy Monday", segunda-feira feliz. Grupos até seis vão poder voltar a juntar-se em público e jardins, avós podem ver os netos, Boris diz que é tempo de "acender o lume".

No Daily Express, "nem posso acreditar que nos vamos voltar a encontrar". É isso mesmo. Quanto a jornais do mundo, encontramo-nos de novo na segunda-feira.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de