Nike forçada a parar produção de ténis por plágio étnico

A versão mais recente dos ténis Nike Air Force 1 deveria ser uma homenagem a Porto Rico, mas a empresa terá usado ilegalmente símbolos e padrões de cores da tribo ameríndia "Cuna".

Além de interromper a produção do calçado, que deveria ser colocado à venda em junho de 2019, a empresa americana pediu desculpas oficialmente. "Pedimos desculpas pela apresentação imprecisa do padrão Nike Air Force 1 Puerto Rico 2019. Este modelo não estará disponível", diz o comunicado da Nike.

Os ativistas Cuna, no entanto, não ficaram satisfeitos com o pedido oficial de desculpas. "A nossa imagem foi prejudica pelo uso indevido dos nossos símbolos. Exigiremos uma compensação legal", disse o advogado citado pela BBC . O protesto contra o uso dos símbolos deste grupo étnico, que vive principalmente na costa caribenha do Panamá, começou nas redes sociais. A paragem da produção é considerada pelos ativistas como um "primeiro grande sucesso".

Agora, o Congresso Cuna do Panamá pede uma indemnização pelo uso não autorizado da "mola", padrão símbolo deste grupo indígena e marca legalmente registada.

O gabinete jurídico do Congresso Cuna "vai prosseguir com as ações legais" nos Estados Unidos, com vista ao estabelecimento de "um acordo com a Nike". "É isso que nós esperamos", disse o porta-voz do Congresso Geral Cuna, Damián Hernández

Em comunicado, os indígenas expressam o seu "repúdio por este ato de pirataria contra o conhecimento tradicional". O Congresso também agradeceu a solidariedade e apoio que recebeu através das redes sociais "para acabar com o plágio da marca americana Nike".

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