Nobel da Física atribuído a cientistas que descobriram "segredos obscuros do Universo"

Prémio distingue três cientistas, com dois diferentes trabalhos, este ano.

A Academia Sueca anunciou, esta terça-feira, a atribuição do Prémio Nobel da Física de 2020 ao britânico Roger Penrose, pela descoberta de que "a formação dos buracos negros são uma previsão robusta da teoria geral da relatividade", e ao alemão Reinhard Genzel e a norte-americana Andrea Ghez, pela descoberta de "um objeto compacto supermassivo no centro da nossa galáxia".

O anúncio foi em Estocolmo pelo secretário-geral da Academia, Goran Hansson, que afirmou que, devido à pandemia de Covid-19, as palestras dos laureados e a cerimónia de atribuição do prémio serão realizadas remotamente, por videoconferência.

Roger Penrose, professor da Universidade britânica de Oxford, receberá metade do prémio pecuniário de cerca de 950 mil euros, enquanto Andrea Ghez e Reinhard Genzel, ambos professores da Universidade da Califórnia, repartirão o resto.

Um prémio dividido em duas partes

O investigador português Carlos Fiolhais explica como este ano o prémio foi dividido em duas partes.

"A primeira foi para um físico e matemático inglês, Roger Penrose, já tem uma carreira muito longa, praticamente 90 anos. Distinguiu-se em várias áreas, não apenas naquela em que foi premiado. Aqui é premiado por ter fundamentado teoricamente, com base na teoria da relatividade geral de Einstein, a existência de buracos negros", explicou à TSF Carlos Fiolhais, doutorado em física teórica e professor na universidade de Coimbra.

A outra metade do prémio foi atribuída a duas pessoas: um alemão que agora trabalha dos EUA, Reinhard Genzel, e uma física norte-americana, Andrea Gehz.

"São recompensados pelo seu trabalho observacional. Ao contrário de Roger Penrose, que é um teórico, estes são observadores do céu e descobriram um buraco negro super massiço, com uma massa superior a um milhão de massas do Sol, cerca de quatro milhões de massas do Sol. É uma coisa extraordinariamente pesada que existe no interior da nossa galáxia", afirmou o investigador português.

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