Nobel da Química atribuído a cientistas que desenvolveram edição de genoma

O Prémio Nobel da Química deste ano distingue uma microbiologista francesa e uma bióloga molecular norte-americana.

A Academia Sueca anunciou, esta quarta-feira, a atribuição do Prémio Nobel da Química de 2020 à cientista francesa Emmanuelle Charpentier e à norte-americana Jennifer A. Doudna, pelo "desenvolvimento de um método para a modificação do genoma", um tipo de engenharia genética.

Um prémio que Pedro Brito Correia, professor do departamento de Química da Universidade Nova de Lisboa, considera muito merecido.

"É um prémio muito bem atribuído porque foi o processo Crispre [um método que permitiu avanços cientificos na medicina e na procura de curas para doenças hereditárias, por exemplo] que permitiu decifrar a sequência do genoma humano e, sobretudo, identificar funções de vários segmentos do genoma humano, que é o processo de substituir segmentos no DNA de organismos vivos existentes", explicou à TSF Pedro Brito Correia.

Cecília Arraiano, amiga das duas laureadas e do Instituto de Tecnologia Química e Biologia da Universidade Nova de Lisboa, não esconde a alegria pela atribuição de um prémio que já adivinhava.

"É muito engraçado porque isto vem de um estudo básico de bactérias, de uma colaboração internacional. Temos de estudar os mecanismos antigos de todos os seres que nos rodeiam e, como sou mulher também, fico muito contente por serem duas mulheres a ganhar este prémio Nobel e que este trabalho de equipa seja reconhecido", acrescentou Cecília Arraiano.

A investigadora ainda não falou com as duas amigas, mas vai tratar disso.

"Vou falar com elas e dizer: pronto, este ano não vão ter descanso com entrevistas e tudo, mas fico feliz porque são as duas brilhantes. O boneco que aparece, com a carinha delas, não as favorece nada. São novas, bonitas, muito melhores que o boneco do prémio Nobel. Têm de arranjar uma foto bonita delas para pôr", acrescentou.

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