Norte-americanos queriam botão de silenciamento a funcionar mais no debate

A insatisfação prendeu-se com o facto de o atual Presidente republicano ou o antigo vice-presidente democrata dizerem coisas fora de contexto e com algumas falsidades ou erros.

Os eleitores norte-americanos consideraram esta sexta-feira que o botão de silenciamento no debate entre candidatos presidenciais foi utilizado menos do que o necessário e destacaram a sugestão de inserir formas de verificação de factos imediatos no futuro.

A pergunta se o botão de silenciamento estaria a funcionar em condições foi feita por diversos cidadãos norte-americanos que assistiram ao segundo e último debate entre os candidatos a Presidente, Donald Trump e Joe Biden, na madrugada desta sexta-feira.

A insatisfação prendeu-se com o facto de o atual Presidente republicano ou o antigo vice-presidente democrata dizerem coisas fora de contexto e com algumas falsidades ou erros.

A comissão organizadora de debates presidenciais instaurou no debate o silenciamento do microfone para o candidato que tentasse interromper ou perturbar, uma decisão que resultou do primeiro debate entre Biden e Trump, em 29 de setembro.

Ainda assim, a medida foi bem vista na primeira parte do debate de hora e meia, mas pareceu ser menos usada do que o necessário na opinião de alguns visualizadores.

"Gostava que o botão de silenciamento tivesse funcionado mais" escreveu Donna Nixon, participante numa reunião virtual para a discussão entre mais de 50 pessoas sobre a prestação dos dois candidatos a Presidente.

Os pedidos para silenciamento de microfones ligaram-se mais às intervenções de Donald Trump, com a acusação, vinda de vários participantes virtuais, de o Presidente incumbente esconder informações sobre o novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19.

Os assuntos em que houve mais pessoas a pedir 'mute' foram, entre outros, os pagamentos de impostos por Donald Trump, que declarou ter feito pré-pagamentos de impostos no valor de milhões de dólares, mas fugiu a responder se poderia provar os pagamentos.

Os comentários resumiram-se a protestar pelo exemplo que o Presidente dos Estados Unidos dá, havendo pessoas a perguntar se poderiam dar a desculpa de "estar com os impostos sob auditoria" para o atraso do pagamento de taxas.

Entre outros assuntos que provocaram mais discórdia entre os visualizadores também foram os programas para cuidados de saúde para toda a população, para os quais Donald Trump declarou estar a facilitar o acesso.

As opiniões uniram-se para dar nota positiva à moderadora Kirsten Welker, jornalista na Casa Branca para a cadeia televisiva NBC News, com elogios por a moderadora dar tempo adequado para cada um dos candidatos e a chamar à atenção quando os dois concorrentes se afastavam das questões postas.

Joe Biden chegou ao palco da Universidade Belmont, onde decorreu o debate, com uma vantagem de cerca de 10 pontos na média das sondagens nacionais, segundo a plataforma FiveThirtyEight. O democrata tem 52,1% das intenções de voto, contra 42,2% de Donald Trump. A eleição é a 03 de novembro.

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