Nova investigação mostra que família de Anne Frank terá sido traída por judeu

O pai de Anne Frank, o único da família que sobreviveu, teria conhecimento de quem os entregou aos nazis.

Uma nova investigação mostra que Anne Frank e a família podem ter sido traídos por um judeu. Setenta e sete anos depois, uma iniciativa que tratou o que aconteceu como um crime por resolver revela que, para salvar a própria família, um membro do conselho judeu terá denunciado os Franks.

A investigação começou em 2016 e foi liderada por um antigo agente do FBI, Vince Pankoke, habituado a desvendar crimes por resolver. Esteve à frente de uma equipa que
incluía historiadores, investigadores de crimes de guerra, psicólogos forenses e investigadores de arquivos e que utilizou a inteligência artificial para estabelecer ligações entre milhares de habitantes da cidade durante a II Guerra Mundial.

Destacou-se o nome de Arnold Van Den Bergh, um membro do conselho judeu de Amesterdão, organismo criado pelos nazis para implementar as ordens alemãs em
zonas judaicas.

Extinto em 1943, todos os elementos foram enviados para os campos de concentração, menos um: Van den Bergh, que continuou a viver normalmente na cidade com toda a
família. Terá evitado a morte entregando aos nazis uma lista de moradas onde estavam escondidos judeus, entre eles a família Frank.

Perante a descoberta, os investigadores ficaram com dúvidas sobre se deviam ou não divulgar o resultado devido ao perigo de exacerbarem sentimentos antissemitas.

Terá sido isso, pensam os investigadores, que levou Otto Frank - o pai de Anne - a não revelar publicamente que, depois da Guerra, recebeu uma denúncia anónima informando-o de que Arnold Van Den Bergh, que morreu em 1950, era o responsável pela detenção de toda a família.

A verdade é que, desde que tinha sido libertado, em 1945, Otto procurava o responsável e, de repente, deixou de falar no assunto. As teorias sobre como os nazis chegaram ao esconderijo que a família Frank ocupou durante dois anos, até serem descobertos a 4 de agosto de 1944, são abundantes, mas o nome de Van den Bergh não tinha, até aqui, reunido muita atenção.

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