Nova ronda de negociações na Bielorrússia marcada para esta tarde

O negociador Mykhailo Podoliak adiantou que a delegação da Ucrânia não sofreu alterações.

A terceira ronda de negociações entre a Ucrânia e a Rússia deverá começar esta segunda-feira às 16h00 de Kiev (14h00 em Lisboa), na Bielorrússia, anunciou o negociador ucraniano Mykhailo Podoliak na rede social Twitter.

"Terceira ronda. Início às 16h00, hora de Kiev. Delegação inalterada", escreveu Podoliak, com uma imagem sua com um helicóptero ao fundo.

A agência oficial bielorrussa Belta noticiou que a delegação russa já chegou ao local da reunião, perto da fronteira da Bielorrússia com a Polónia.

As negociações anteriores sobre a invasão russa da Ucrânia realizaram-se em 28 de fevereiro, ao quinto dia de combates, e em 03 de março, também em território bielorrusso.

Na segunda reunião, as duas partes chegaram a um acordo para a criação de corredores humanitários que permitissem retirar civis de zonas mais afetadas e entregar alimentos e medicamentos, mas as medidas não foram aplicadas com sucesso.

Em declarações divulgadas no domingo à noite pela agência ucraniana Ukrinform sobre a nova ronda de negociações, o líder da bancada parlamentar do partido no poder em Kiev disse que a Ucrânia não cederá na questão da integridade territorial.

"As únicas partes em que é quase impossível chegar a acordo são a Crimeia e as chamadas repúblicas que a Rússia insiste em reconhecer como independentes", disse David Arakhamia, que integra a delegação ucraniana às conversações.

O líder da bancada do partido Servo do Povo referia-se à península ucraniana anexada pela Rússia em 2014 e às autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, no Donbass.

O reconhecimento pela Rússia da independência das duas regiões separatistas do leste da Ucrânia antecedeu a invasão no dia 24 de fevereiro.

Arakhamia disse que a questão da perda da Crimeia e das duas regiões do Donbass não é aceitável para a sociedade ucraniana.

"Sinceramente, não sei como poderemos ultrapassar essas barreiras", disse.

"Não creio que tenhamos agora uma escolha para sequer discutir alguns modelos em que reconheceríamos esses territórios. A nossa posição é firme. Estamos prontos para discutir quaisquer outras opções dinâmicas, mas não o reconhecimento desses territórios", acrescentou.

A invasão ordenada pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, visa a "desmilitarização e a desnazinação" da Ucrânia, o que significa o derrube do regime pró-ocidental de Kiev.

A guerra provocou um número de mortos e feridos ainda por determinar, tanto de militares como de civis, e 1,5 milhões de refugiados.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) já considerou que se trata da crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas contra Moscovo.

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* Notícia atualizada às 12h31

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