Novo estudo reitera eficácia da vacina da Pfizer contra variante britânica do vírus

A variante britânica do coronavírus já foi detetada em 60 países e territórios.

Um novo estudo sugere que a vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech contra a Covid-19 também é eficaz contra a mutação encontrada na variante do novo coronavírus que surgiu no Reino Unido.

A garantia já tinha sido deixada no início do mês por investigadores da empresa farmacêutica norte-americana Pfizer e da Universidade do Texas e agora foi reiterada por um novo estudo da BioNTech, ainda não revisto por especialistas.

Testes em laboratório revelaram que todas as mutações da variante britânica do coronavírus, conhecida como B.1.1.7, foram neutralizadas pelos anticorpos no sangue de 16 pacientes que receberam a vacina em testes anteriores, metade dos quais tinha mais de 55 anos.

O resultado "torna muito improvável que a variante do vírus do Reino Unido escape" da proteção concedida pela vacina, pode ler-se no estudo, liderado pelo CEO da BioNTech, Ugur Sahin.

Não há "nenhuma diferença biologicamente significativa na atividade de neutralização" entre os resultados dos testes de laboratório em versões do coronavírus original, sequenciado na China em janeiro passado, e a nova variante do Reino Unido.

A Pfizer já alertou que se o vírus sofrer grandes mutações a vacina terá eventualmente de ser ajustada, à semelhança do que já acontece com as vacinas anuais contra a gripe, apontando, no entanto, que a modificação não seria difícil.

A nova variante do coronavírus foi detetada, na semana passada, em 60 países e territórios, disse esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS). É considerada entre 50 e 70% mais contagiosa do que o coronavírus original.

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